Este blog publica informações genéricas sobre o mundo das bibliotecas. Você é nosso convidado(a).
quarta-feira, 17 de abril de 2013
domingo, 10 de março de 2013
Rubem Alves, O Professor de Espantos
19/01/2013 21:00 - Duração: 00:44:33
Até que ponto estamos dispostos a abandonar tudo o que conquistamos para viver novas experiências? E até onde conseguimos ir quando o caminho exige priorizar coisas tão esquecidas no mundo atual como a beleza, a poesia, a arte e a capacidade de aprender com olhos de criança? Para o escritor, educador, teólogo e psicanalista Rubem Alves, transpor esses limites é um desafio que se impôs desde a infância e que ele sempre aceitou, sem medos. No documentário “Rubem Alves – O professor de espantos”, conhecemos um pouco da vida deste educador: seus sonhos, ideias e realizações e também as interrogações diante do envelhecer. Considerado um dos maiores pensadores contemporâneos da educação no Brasil, o “jardineiro” Rubem Alves semeia ideias tão “revolucionárias” que acabam, por um lado, provocando a crítica e o desprezo de muitos setores da intelectualidade brasileira e, por outro, conquistando a cumplicidade de todos os que são apaixonados pela Educação. “Rubem Alves, o professor de espantos” tem direção de Dulce Queiroz e compõe mais um episódio da série Memórias, da TV Câmara.
FICHA TÉCNICA
Direção e Roteiro: Dulce Queiroz
Produção: João Gollo
Produção Executiva: Dulcídio Siqueira Neto
Imagens: Cícero Bezerra e Claudio Adriano
Edição e finalização: Guem Takenouchi
Animação: Tiago Keise
Coordenação de Produção: Santiago Dellape
Auxiliar de cinegrafista: Misael do Rosário
Pesquisa: André Bergamo e Dulce Queiroz
Trilha Original: Alberto Valerio
Realização: TV Câmara 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
Transmissão vertical da moral e da ética
Muito se discute hoje sobre o comportamento
equivocado dos nossos jovens, tanto em casa não valorizando seus pais como em
sala de aula sendo agressivos e desrespeitosos com os colegas e principalmente
com os docentes. São inúmeras queixas e diversos casos relatados que, ao final
das discussões, paira uma pergunta no ar: “O que aconteceu com a moral e a
ética?”
O termo “Transmissão Vertical”, muito utilizado na saúde, significa que a
criança recebeu alguma infecção de sua mãe (Hepatite B e C, HIV, Sífilis,
etc.). Quando resolvi utilizar esse termo para a educação, pensei que seria
mais fácil a assimilação do leitor quando se trata da moral e da ética.
A palavra Ética é originada do grego ethos e significa modo de ser, caráter.
Através do latim mos (ou no plural mores),
que significa costumes, derivou-se a palavra moral. Em Filosofia, Ética significa
o
que é bom para o indivíduo e para a sociedade, e seu estudo
contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo -
sociedade.
Define-se Moral como um conjunto de normas, princípios, preceitos,
costumes, valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu grupo
social. Moral e ética não devem ser confundidos: enquanto a moral é normativa,
a ética é teórica e busca explicar e justificar os costumes de uma
determinada sociedade, bem como fornecer subsídios para a solução de seus
dilemas mais comuns.
Desde criança que ouvimos a frase: “Educação vem de berço”. Nunca discordei
dela e cada dia que passa concordo mais ainda. É justamente nesse ponto que
quero chegar. A maioria dos professores das nossas crianças são pais e se não o
forem, são filhos. Quando observo as atitudes desenfreadas dessas crianças
frente aos seus pais ou professores, questiono se a educação que eles estão
recebendo, tanto em casa como na escola, está coerente com a moral que tanto
ouvimos falar antigamente e a ética que massivamente ouvimos hoje.
A transmissão vertical da moral e da ética influencia diretamente na formação
das nossas crianças. A quantidade de crianças com dificuldade de aprendizagem
nas salas de aula de todo o país é assustadora. Será que a multiplicação dos
cursos de Psicopedagogia se deve justamente ao simples fato dos pais e mestres
não terem o que transmitir? Ou ainda de transmitir valores amorais e nada
éticos?
Temos que entender que os professores trabalham na sociedade e que devem
trabalhar, necessariamente, em prol dela. São eles, juntamente com os pais, que
transmitem os valores que separam o que é certo do errado. Existe uma fronteira
que separa a vida pessoal do profissional? É difícil utilizar essa fronteira
como descrição do que significa transitar entre a própria vida e a vida
profissional, uma vez que as reflexões que são feitas relativamente à profissão
formam parte daquilo que eles são como professores, como pais, como cidadãos e
como membros de uma sociedade.
Os professores veem hoje o seu trabalho dificultado, mas essa dificuldade
deveria engrandecê-los na medida em que devem educar para a cidadania sem
deixar de ser cidadãos. Quando eles retornam à sala de aula como alunos, como
em cursos de pós-graduação, o comportamento expressado reflete diretamente o
que estão transmitindo aos seus alunos: desmotivação com a profissão,
intolerância, arrogância e principalmente falta de comprometimento com a
educação.
São queixosos em relação à lista de presença, ao artigo científico como
avaliação da disciplina e ao cumprimento da carga horária, itens que, ao meu
ver são essenciais a uma boa formação. Deixam claro que estão ali pelo
certificado, pois aumentará seu salário. Se analisarmos que são esses
profissionais que, através das suas atitudes, transmitem os valores éticos e
morais às nossas crianças, temos que nos preocupar imensamente com o rumo que
tomou a educação no nosso país.
Nessa perspectiva, considero que existe uma espécie de divergência entre aquilo
que são e aquilo que fazem como professores. Por isso é tão necessário insistir
na imagem do professor não só como um profissional que transmite conhecimentos,
que resolve competentemente o seu trabalho, mas também como alguém que educa
através das suas atitudes. É aí que devem focalizar as expressões máximas dos
valores e da ética.
Sérgio Bandeira Góes é diretor geral da Organização
Pós-Graduação em Educação e Cultura. Contato: sergio@posgrad.com.br
Sonhos e bibliotecas
por Edmir Perroti, professor da Escola de Comunicação e Artes da USP
Em vez de meros depósitos de livros, bibliotecas públicas deveriam ser
plataformas de lançamento a novos conhecimentos
Nos anos 30 do último século, um grupo de intelectuais, liderado por
Mário de Andrade, sonhou um projeto cultural de envergadura para a cidade de
São Paulo: a criação de bibliotecas públicas, abertas à população em geral, em
vários pontos da cidade. A iniciativa foi – e, poderá continuar sendo, se retomada
em termos contemporâneos – contribuição fundamental à luta contra o
analfabetismo e o iletrismo que, lastimavelmente, marcam ainda hoje nossa cena
educacional e cultural.
Reconhecendo a importância de formar leitores, ou seja, o papel
educativo, cultural e socializador das bibliotecas, o grupo, além das dirigidas
para adultos, idealizou também a criação de uma rede voltada especificamente
para crianças e jovens, das quais a Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato,
criada em 1935, foi a primeira.
Tal movimento desembocou na criação da maior e mais complexa rede de
bibliotecas públicas do País, cujo apogeu durou desses anos iniciais até os 60,
quando a massificação começa a se impor como padrão dominante das políticas
públicas de educação e cultura no País. A partir dos anos 70 esse formidável
patrimônio cultural perde o rumo e até hoje, infelizmente, não conseguiu se
refazer nem sequer compreender o que lhe aconteceu e está acontecendo.
Quem, por exemplo, freqüentou a Biblioteca Monteiro Lobato em seu
período áureo, encontrou ali um ambiente estimulante e vivo, onde era possível
estar em contato com acervos diversificados e atualizados de periódicos e
livros, alguns, inclusive, em línguas estrangeiras. Além de importante centro
irradiador, a biblioteca “dos modernistas” era local de intensa produção e
intercâmbio simbólicos, de interações de importância essencial à inscrição dos
seus freqüentadores nas tramas da criação cultural.
Na Monteiro Lobato, além das atividades fundamentais de leitura, da Hora
do Conto, havia oficinas permanentes de criação literária, de artes plásticas,
de confecção de jornais; havia, também, cotidianamente, encenações teatrais,
debates, palestras, encontros com autores e muitas coisas mais. O jornal A Voz
da Infância fez história, na biblioteca. Muitas cabeças boas, que produziram e
até hoje produzem informação e cultura no País, publicaram seus primeiros
escritos ali.
Da mesma forma, criações teatrais do Teatro da Biblioteca Monteiro
Lobato (Timol) emocionaram e fizeram pensar milhares de crianças. Um ator e
diretor hoje conhecido de todos, Marcos Caruso, não só se formou nesse grupo,
como, depois de adulto, dirigiu-o por bastante tempo. Contemporânea da primeira
biblioteca infantil criada em Paris, em 1925, a Biblioteca Monteiro Lobato era
motivo de orgulho especial para aqueles que tinham oportunidade de
freqüentá-la. Suas realizações, suas dinâmicas, aliadas à imponência do novo
prédio que até hoje resiste, implantado nos anos 50 no Centro de São Paulo,
apontavam não só para a memória cultural da produção infanto-juvenil, mas para
o presente e o futuro. A Monteiro Lobato alimentava esperanças. A partir dela,
podíamos vislumbrar cidadãos capazes de tomar os destinos do País nas mãos.
Apropriação ou expropriação
Exemplo como esse nos permite chamar a atenção para a diferença existente entre
um mero depósito de livros e um ambiente efetivo de conhecimento e cultura.
Aqueles que tiveram a oportunidade de freqüentar a Lobato sabem que existem
diferenças fundamentais entre políticas públicas de democratização e políticas
de massificação cultural, entre práticas de apropriação e práticas de
expropriação simbólica, vigentes entre nós desde a colonização. As primeiras
acolhem, abraçam, abrem espaço, incentivam as trocas, o livre-intercâmbio de
idéias; as segundas banem, afugentam, excluem.
Para superar condições de mero entreposto e tornar-se espaço de cultura
vivo, dinâmico, atrativo, a biblioteca não pode simplesmente existir,
entregando ao acaso sua dinamização. É preciso atuar, agir, criar metodologias
e estratégias compatíveis com projetos históricos empenhados em reverter o
quadro de exclusão que sempre marcou a vida nacional; é preciso combinar opções
de políticas públicas inclusivas com práticas culturais da mesma natureza, criando-se
uma dinâmica entre macro e micro ações visando à participação e inclusão de
todos nos processos de conhecimento e cultura.
Ao mesmo tempo que uma biblioteca contemporânea deve ser aberta a novos
leitores (e também aos não leitores), é indispensável concebê-la, também, como
plataforma de lançamento, ponto de acesso dos diferentes públicos a circuitos
culturais amplos e diversificados. As bibliotecas devem ser como as estações,
ou seja, pontos de chegada e de partida em direção aos demais dispositivos
culturais da cidade, do País, do mundo. Em suma, trata-se de inserir os
sujeitos não apenas na biblioteca, mas nas ricas e intrincadas tramas
simbólicas de nosso tempo.
A qualidade e o compromisso público dos que nela trabalham também são
elementos centrais nas políticas de apropriação cultural. Sem compreensão do
papel fundamental que exercem, sem formação de base e continuada, compatível
com tal compreensão, sem interesse efetivo pelos bens simbólicos, dificilmente
esses profissionais serão percebidos ou se perceberão como protagonistas
culturais. Não há, pois, como deixar de considerar a qualidade essencial dos
mediadores. Em última análise, é no “aqui e agora” do concreto que os atos
culturais ganham sentido. Mediadores desmotivados, despreparados, desinteressados,
alheios às questões culturais gerais, bem como às dinâmicas singulares de seu
universo imediato, não estão em condições de atender às exigências feitas por
projetos destinados a reverter os caminhos excludentes da cultura no País.
Elo com a comunidade
O compromisso com uma biblioteca ativa, inventiva e participativa implica
também criação de vínculos fortes com o meio em que ela se encontra. Nesse
sentido, torna-se necessário não só levar a biblioteca à comunidade, mas também
trazer essa e sua memória, suas histórias, suas realizações significativas para
dentro da biblioteca. Uma instituição distante não cria elos fortes e
duradouros com seu público.
É preciso transitar pela cultura local, da mesma forma que pela
universal. É preciso buscar e coletar a memória da comunidade, registrá-la,
dar-lhe forma e sentido, recriá-la, disponibilizá-la sob diferentes formas,
como exposições, boletins, livros e álbuns fotográficos, tal como faz a Estação
Memória, projeto criado por nós, na USP, e implantado na Biblioteca
Infanto-Juvenil Álvaro Guerra, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. A atenção
voltada à cultura local é contraponto necessário aos processos de globalização,
num movimento dinâmico e essencial de interpenetração entre o próximo e o distante,
o aqui e o lá, o “nosso” e o “do outro”.
A biblioteca contemporânea não pode aceitar o papel de entreposto de
signos que as políticas e práticas de expropriação cultural sempre adotaram e
continuam adotando. Deve, antes, estar antenada com as exigências de seu tempo
e momento, tal como preconizou, em sua época, o grupo de intelectuais ligado a
Mário de Andrade.
Assim consideradas, as bibliotecas herdadas dos “modernistas” poderão
ser redimensionadas, desempenhando novamente o papel cultural essencial do
passado. Não serão, em tais condições, dispositivos restritos a pequenos
grupos, pertencentes em geral às elites econômicas ou intelectuais. Serão, como
em várias partes do mundo e ao alcance de todos, recursos essenciais de
participação na cultura. Nossos modernistas, com certeza, estarão felizes se
tivermos a capacidade de reativar sonhos de inteligência e beleza na vida do
País.
12.11.09 –
11h25min
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
A idéia é minha e deixa de sê-lo quando plagiada
por Raufe Rau, Quinta, 6 de dezembro de 2012 às 15:00 ·
Em um jardim no subúrbio de alguma cidade do mundo há uma comunidade atuante de caramujos, e invertebrados de todos os tipos, tamanho e origem. Há grave problema de comunicação nestas comunidades por conta das origens e a lerdeza com que levam a vida na “caramujolândia”. A situação é tão periclitante que a simples formulação de uma frase se transforma em grego por conta da vagareza da fala.
Assim como em qualquer comunidade existe os da situação e os da
contravenção. Quando um fala A ou outro diz Z. A situação está cada vez
mais difícil de suportar.
Pois bem, alguém do lado que não é o da situação teve a brilhante
idéia de espalhar frases chaves por toda a região da comunidade. Não
deixa de ser uma ótima idéia porque minimizar o problema da lerdeza e
conseqüentemente de comunicação. Afinal, as pessoas precisam se entender
se quiserem melhorar a qualidade de vida, ora bolas!
Uma boa idéia. Todos os caramujos que não estavam incluídos na
cartilha da situação, concordaram. A proposta seria um avanço social e
de realização se, e somente se, desse certo. Pois foi essa a
argumentação da situação à idéia da contravenção – não há garantias de
que vá dar certo.
- Claro que vai dar certo! É uma coisa tão simples!
- Não há garantias, disse a situação.
- Mesmo sendo algo novo é simples e não tem como dar errado, contra argumentou a contravenção.
- Precisamos de garantias...
- Eu garanto! Disse o líder da contravenção.
- Há! Riu o líder da situação.
O pessoal da contravenção tentou uma reação nada ortodoxa quando
alguém, da situação, disse que a idéia deles é melhor e pode dar certo.
- Que idéia? Perguntaram...
- Vamos por frases chaves nos pontos de maior circulação de nossos
irmãos caramujos para que eles apontem quando precisarem pronunciá-la
sem que leve a vida toda.
- Há!- Há! – Há! – Hááááá! Isso é plágio!
-Nããããããoo! Não é. Vocês queriam fazer algo novo, ou seja, sem
experiência. E nós, da situação, temos a experiência. Por isso a nossa
idéia deve prevalecer!
Enquanto o caramujo da situação criativo recebia tapinhas nas
costas, a contravenção entrou com um parecer no qual acusa a situação de
roubar-lhes a idéia.
- Pera lá! Pera lá! Nós não roubamos nada. A situação não rouba nada
de ninguém! Se alguém aqui roubou alguma coisa foram vocês ai da
contravenção. Nós já vínhamos desenvolvendo essa idéia há tempos. Vocês
nos espionaram e se apropriaram da nossa idéia!
- O quê? Você ta louco?
- Não. Loucos estão vocês com essa mania são sempre roubados. E
vamos parar por aqui. Guarda leva essa gente para fora do palácio. Amanhã
mesmo vamos por em prática a nossa idéia. O povo vai ficar muito
agradecido.
E assim, entre tantas idéias e nenhuma gerência a tal foi
implantada. A visão de que quem grita mais auto, vence, vale até mesmo
para a construção do outro.
A reunião acabou em pizza. E ficou a noção de que quem grita mais
pode mais. Não houve consenso. A vontade de uns poucos se sobrepôs a dos
outros. Com isso o temor de que não daria certo permeou todo o
projeto. Os caramujos pagaram para ver se ainda existirá após o período
de adaptação.
Nem sempre a razão prevalece. As vezes a paixão supera a razão. E é
esse tipo de comportamento que determina o fim de uma espécie. (HCG)
Pois bem, alguém do lado que não é o da situação teve a brilhante idéia de espalhar frases chaves por toda a região da comunidade. Não deixa de ser uma ótima idéia porque minimizar o problema da lerdeza e conseqüentemente de comunicação. Afinal, as pessoas precisam se entender se quiserem melhorar a qualidade de vida, ora bolas!
Uma boa idéia. Todos os caramujos que não estavam incluídos na cartilha da situação, concordaram. A proposta seria um avanço social e de realização se, e somente se, desse certo. Pois foi essa a argumentação da situação à idéia da contravenção – não há garantias de que vá dar certo.
- Claro que vai dar certo! É uma coisa tão simples!
- Não há garantias, disse a situação.
- Mesmo sendo algo novo é simples e não tem como dar errado, contra argumentou a contravenção.
- Precisamos de garantias...
- Eu garanto! Disse o líder da contravenção.
- Há! Riu o líder da situação.
O pessoal da contravenção tentou uma reação nada ortodoxa quando alguém, da situação, disse que a idéia deles é melhor e pode dar certo.
- Que idéia? Perguntaram...
- Vamos por frases chaves nos pontos de maior circulação de nossos irmãos caramujos para que eles apontem quando precisarem pronunciá-la sem que leve a vida toda.
- Há!- Há! – Há! – Hááááá! Isso é plágio!
-Nããããããoo! Não é. Vocês queriam fazer algo novo, ou seja, sem experiência. E nós, da situação, temos a experiência. Por isso a nossa idéia deve prevalecer!
Enquanto o caramujo da situação criativo recebia tapinhas nas costas, a contravenção entrou com um parecer no qual acusa a situação de roubar-lhes a idéia.
- Pera lá! Pera lá! Nós não roubamos nada. A situação não rouba nada de ninguém! Se alguém aqui roubou alguma coisa foram vocês ai da contravenção. Nós já vínhamos desenvolvendo essa idéia há tempos. Vocês nos espionaram e se apropriaram da nossa idéia!
- O quê? Você ta louco?
- Não. Loucos estão vocês com essa mania são sempre roubados. E vamos parar por aqui. Guarda leva essa gente para fora do palácio. Amanhã mesmo vamos por em prática a nossa idéia. O povo vai ficar muito agradecido.
E assim, entre tantas idéias e nenhuma gerência a tal foi implantada. A visão de que quem grita mais auto, vence, vale até mesmo para a construção do outro.
A reunião acabou em pizza. E ficou a noção de que quem grita mais pode mais. Não houve consenso. A vontade de uns poucos se sobrepôs a dos outros. Com isso o temor de que não daria certo permeou todo o projeto. Os caramujos pagaram para ver se ainda existirá após o período de adaptação.
Nem sempre a razão prevalece. As vezes a paixão supera a razão. E é esse tipo de comportamento que determina o fim de uma espécie. (HCG)
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Livro revela que judeus tem marca de DNA
Em seu novo livro, “Legacy: A Genetic History of the Jewish People”
[Legado: Uma História da Genética do Povo Judeu], Harry Ostrer, médico
geneticista e professor da Escola de Medicina da Faculdade Albert
Einstein, em Nova York, afirma que os judeus são mais diferentes que se
imaginava.
As diferenças que os judeus possuem, é uma espécie de “assinatura
genética distinta”. Quando os nazistas tentaram exterminar os judeus com
base em uma suposta distinção racial, muitos alegavam que isso não
fazia sentido, pois os judeus não seriam uma raça e sim uma etnia.
“Quem é judeu?” tem sido uma questão fundamental para os judeus ao longo da história. O que provaria a identidade judaica? Suas diferentes crenças religiosas, práticas culturais e laços de sangue?
Os geneticistas têm consciência de que certas doenças, como câncer de mama, afetam mais os judeus. Ostrer, que também é diretor de testes genéticos no Centro Médico de Montefiore, vai mais além, afirmando que os judeus são um grupo homogêneo, podendo sim ser caracterizado como o que podemos chamar de “raça”.
Na maior parte dos 3.000 anos de história do povo judeu, o que veio a ser conhecido como “excepcionalismo judeu” não era controversa. Devido a uma tradição de isolamento cultural, e defesa do casamento apenas entre judeus garantiram a preservação de alguns traços linguísticos e culturais.
Agora, com a ciência moderna, eles não poderão mais ser vistos apenas
como “tribos”.
Ostrer explica que no século 20 a genética emergiu como uma ciência fundamental. Desde os tempos de Maurice Fishberg, um médico judeu de Nova York que viveu no século passado, havia uma tentativa da medicina de se provar essa distinção.
Ostrer explica que no século 20 a genética emergiu como uma ciência fundamental. Desde os tempos de Maurice Fishberg, um médico judeu de Nova York que viveu no século passado, havia uma tentativa da medicina de se provar essa distinção.
Fishberg media o tamanho do crânio de seus pacientes e tentava
explicar por que os judeus pareciam ser atingidos por algumas doenças
mais do que outros grupos. Embora o mero formato do crânio forneça
informações limitadas sobre as diferenças humanas, seus estudos
conduziram a mais pesquisas ligando judeus à genética.
Ostrer divide seu livro em seis capítulos, que representam os vários
aspectos do judaísmo: Olhando os judeus, patriarcas, genealogias,
tribos, traços genéticos e identidade. Cada capítulo apresenta um
importante cientista ou figura histórica que avançaram consideravelmente
na compreensão do judaísmo.
“Legacy” pode causar algum desconforto a seus leitores. Para alguns
judeus, a noção de um povo geneticamente relacionado é um remanescente
embaraçoso do sionismo que se popularizou no final do século 19.
Obviamente, sociólogos e antropólogos culturais, ainda ridicularizam o
conceito de “raça”, afirmando que não existem diferenças significativas
entre grupos étnicos.
Para os judeus, a palavra ainda carrega a associação especialmente
odiosa com o nazismo. Eles argumentam que o judaísmo se transformou de
um culto tribal em uma religião mundial reforçada por milhares de anos
de tradições culturais.
Com o primeiro mapeamento de DNA da história, cerca de 10 anos atrás,
os geneticistas acreditam que a diferença entre os diferentes “tipos”
de seres humanos não passariam de 0,1%. Mas é bom lembrar que esse 0,1%
apresenta cerca de 3 milhões de pares de nucleotídeos no genoma humano.
Eles determinam, por exemplo, cor da pele ou do cabelo e suscetibilidade
a determinadas doenças. Seriam como um mapa inquestionável de nossas
árvores genealógicas.
Tanto o projeto do genoma humano quanto a pesquisa de doenças
descartam o termo “raça”, preferindo conceitos mais neutros, como
“população”. Resumia a sua essência, raça seria o equivalente a “região
de origem ancestral”. Isso nunca foi objeto de disputa entre os judeus,
que traçam sua origem a Abraão, que viveu a maior parte de sua vida na
terra chamada hoje de Israel.
As conclusões de Ostrer demoraram décadas de sua carreira e ajudam a
explicar hoje a base genética de doenças comuns e raras. Segundo ele, os
judeus podem ser identificados pelas 40 ou mais doenças que os afligem
desproporcionalmente, uma conseqüência inevitável da endogamia.
Ele traça inclusive a história de numerosas doenças tipicamente
“judias”, incluindo três mutações genéticas do câncer de mama e de
ovário que marcam os que são indelevelmente “filhos de Abraão.” Sua
conclusão é simples, ser judeu não é algo determinado pela religião ou
local de nascimento é uma marca genética carregada por todos que
compartilham esse título.
Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/pesquisa-comprova-que-judeus-tem-marca-no-dna/
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