Eu não posso dizer se sou um caxias em matéria de trabalho. Mas gosto do que faço. Vivo entre livros. Sejam velhos ou novos, adoro (há restrições) estar entre eles. As vezes eles se revoltam e me atacam prejudicando a minha saúde. Mas eu não os deixo, amo todos eles. É uma relação de sacrifício por um bem, não comum, mas muito especial. Tenho um quê de paixão pelos mais velhinhos, os machucados, os agredidos, os maltratados.
O meu maior prazer é segurar com cuidado um livro maltratado, colocá-lo em minha mesa, dar um banho de pincel nele, de talquinho, para espantar aqueles bichinnos gosmentos que adoram fazer cocô entre as folhas parecendo um cão malhado. Atacados, os... bichinos liberam o livro instintivamente.
Segurar um livro antigo ou um livro novo me suscitam as mesmas emoões. O antigo porque já passou pelas mãos de quem o mereceu ler; e o novo pela emoção de ser o primeiro a divirginá-lo (no sentido de ser o primeiro).
Pois é, segunda-feira me desperta essas emoções e essa vontade de tabalhar. Saudade dos meus pequeninos que não querem ser usados, somente. Querem ser cuidados para que possam exercer a função para a qual foram criados: enriquecer o conhecimento das pessoas através das informações disponíveis em suas páginas.
Portanto, quando você estiver com um livro nas mãos, pense nisso! Ele só quer o seu bem. Trate-o com carinho para que possa lhe dar muitas alegrias.
Boa semana à todos!

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