domingo, 12 de maio de 2013

OTIMISMO E PESSIMISMO NA HISTÓRIA





Grécia Clássica
Para Aristóteles (384-322 a.C.), ao confrontar-se com a realidade é preciso sempre descobrir a beleza por trás dela. Epicuro (341-270 a.C.) dizia que os males que atormentam o espírito humano podem ser vencidos. Segundo ele, cabe a cada um a busca da felicidade





Antiguidade
Santo Agostinho (354-430) acreditava que a esperança, a fé e a boa vontade ajudam a chegar à sabedoria e a Deus. Esperança não era entendida como espera passiva e a fé era descrita como a certeza no que não se vê. Ainda não se falava em otimismo






Idade Moderna
Benedictus Spinoza (1632-1677) escreveu que a esperança guia para a ação, ao contrário do medo -as duas principais forças motivadoras. A palavra otimismo (do latim, optimus -relacionada a ótimo) apareceu mesmo com o alemão Gootfried Leibniz (1646-1716).
Ele acreditava que tudo acontecia para o melhor e que este era o melhor dos mundos possíveis







Iluminismo
Após o terremoto em Lisboa, em 1755, o francês Voltaire (1694-1778) critica o otimismo e a máxima de que "tudo está bem": considera-a um insulto às dores da vida. Em 1759, publica "Cândido ou o Otimismo", contra a visão de Leibniz. Para o suíço Jean Jacques Rousseau (1712-1778), o mundo não pode melhorar e a experiência do passado não ajuda em nada







Idealismo alemão
Para Georg Friedrich Hegel (1770-1831), a história irremediavelmente conduziria a humanidade à felicidade. Immanuel Kant (1724-1804) também defendia a bondade do mundo. Já Arthur Schopenhauer (1788-1860), criticava veementemente Hegel e dizia que este é o pior dos mundos possíveis e nada pode ser feito a respeito





Existencialismo
A certeza da morte perturbava os existencialistas, entre eles o francês Jean Paul Sartre (1905-1980) e o argelino Albert Camus (1913-1960). Sartre dizia que a morte era um absurdo, que retirava o sentido da vida e tornava o pessimismo uma condição humana. A saída era se concentrar em qualquer projeto que desse sentido à vida




Fonte: Folha equilíbrio - 12, julho, 2011 (Fotos readaptadas)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Curso de Arqueologia Bíblica



O Moria Center lhe convida a participar de um curso único sobre Arqueologia Bíblica, com professores e arqueólogos de nível internacional. O programa tem duração de 10 dias, e inclui visitas a mais de 15 sítios arqueológicos imponentes, alguns deles desconhecidos pela maioria dos turistas.
O programa é desenvolvido para que os alunos tenham uma experiência profunda acerca dos pontos estudados, seja pelas aulas com especialistas, (dentre eles o curador dos Manuscritos do Mar Morto, o Dr. Adolfo Roitman), ou pelas visitas a lugares de importância histórica e espiritual (como a cidade de Safed, o berço da Cabala).
Os participantes do programa receberão certificado da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Veja o programa completo aqui
Próximos cursos:
27.6 – 6.7
5.11-15.11
Para maiores informações, consulte-nos pelo mail: info@moriacenter.org ou por telefone: +972-52-6961568.

Mikve da época do Segundo Templo descoberta em Jerusalém




Foto: Cortesia da IAA
A Autoridade das Antiguidades de Israel recentemente publicou a descoberta de uma mikve (local de banho ritual judaico) no bairro de Kyriat Menachem, em Jerusalém. Segundo Benyamin Storchan, diretor das escavações no local, muito banhos rituais foram descobertos ao longo dos anos em Jerusalém, mas este em particular guarda uma arquitetura muito mais complexa e intrincada, no que diz respeito ao mecanismo para se conseguir e armazenar água. Possivelmente por estar localizada em um local de clima árido, os habitantes buscaram técnicas especiais para armazenar água de maneira efetiva.
No século XII, o local passou a ser utilizado como uma cisterna; hoje, redescoberto como uma antiga mikve, tem atraído visitantes e curiosos.
Leia o artigo completo no site da Autoridade das Antiguidades de Israel

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Doação de livros do Curso de Teologia Avançado - IBAD


O Curso a Distância do IBAD doou à Biblioteca O S Boyer dois livros do Curso de Teologia Avançado:
  •    “ECLESIOLOGIA” POR Wellington Waldhelm
  •    “ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA, por Quemuel Lima




Doações da editora ASTE


Biblioteca O S Boyer recebeu as seguintes doações da ASTE.
Dentres estas uma resenha especialmente para você Escrita pelo  Pastor Carlos Augusto Lopes
Teólogo

JONHANES BLAUW - A NATUREZA MISSIONÁRIA DA IGREJA.

(Equipe Missionária brasileira no Chile e na Argentina - Foto tirada na Cordilheiras dos Andes com brasileiros, argentinos, chilenos e mexicanos)

Há convite do grupo de trabalho do departamento de estudos missionários, pelo conselho mundial de missões e pelo conselho mundial de igreja, o doutor Jonhanes Blauw tem dado uma grande contribuição para a igreja. Em seu livro A Natureza Missionária da Igreja, Blauw, aponta caminhos para uma sadia teologia bíblica de missões.

Ele mesmo diz que quando as missões não são consideradas como fenômeno histórico, mas como comissão divina, a questão de uma base bíblica e teológica da missão passa a ser importante A busca do motivo para a missão no A.T. era somente confinada á indicação de algumas pessoas não israelitas que foram incorporadas a Israel ou que lhe aceitavam a fé.

Para Blauw a teologia de missão, não pode se basear apenas na faixa estreita de alguns textos missionários, mas em todo o testemunho tanto do A.T. como o N.T. O autor inicia sua tese no A.T. mas precisamente em Gênesis 1-11, ele mostra que a criação foi instituída com base no homem e para o homem, mas o homem usou mal esta centralidade e não compreendeu a sua responsabilidade. Inicia então a culposa alienação de Deus.

Todavia em Gn. 12 com a chamada de Abraão e a história de Israel se dá então o começo da restauração da unidade humana perdida e da comunhão quebrada com Deus. Blauw então advoga que a história de Israel nada mais é do que a continuação do trato de Deus com as nações.

Rowley que é citado pelo autor diz que o propósito da eleição é o serviço. Eleição e escolha no A.T., para Israel é usada na forma ativa e não passiva. Na verdade a eleição de Israel não significa a rejeição das nações (Sal.67;86:9) A eleição de Israel não é um acomodamento mas ela tem um objetivo na qual se expressa em serviço "trazer o mundo a Deus". Sintetizando o A.T. juntamente com a figura messiânica que Blauw explica, o autor mostra que nos seus escritos Israel mostra uma mentalidade missionária centrípeta e a atividade missionária centrífuga.

O autor após trabalhar com A.T. nos arremete para o período Inter-bíblico, mostrando que neste lapso ouve uma atividade missionária judaica e que a igreja incipiente adotou e também substituiu. Abrindo a janela do N.T. ele mostra que á uma continuidade entre o testemunho do Antigo e do Novo com respeito as nações, todavia continuidade é bem diferente de identidade, pois o novo distingue do velho mesmo tendo ali suas raízes. No Novo a história da salvação está desabrochando (heilgeschichte).

A vinda de Jesus é de fato o cumprimento da expectação vétero-testamentário e seu sofrimento e ressurreição introduzem uma nova era. Isso deixa claro que Deus não abandonou o mundo, mas continua a sua obra. Assim a proclamação do evangelho é a proclamação da soberania de Cristo sobre as nações, e essa proclamação segundo Blauw é através do Espírito Santo, pois ele garante na Igreja a presença de Deus no mundo e a publicação do evangelho. Cristo é o fim do A.T. e o primogênito da nova criação, o fim de um mundo, e o começo de outro novo.

Ele é o ponto central da história, e a igreja de Cristo durante toda a sua existência é serva do mundo, enviada ao mundo. A comunidade existe para o mundo, porque é a comunidade de Jesus Cristo.

Johannes Blauw nos adverte dizendo para nós não esquecermos de que o grande primeiro motor da pregação do Evangelho não vem de fora (da necessidade do mundo), nem tampouco de dentro (do impulso religioso), mas de cima, como coerção divina (I Cor.9.16-23).

O livro é um clássico da teologia bíblica de missões e é recomendável. Johannes Blauw encerra seu livro trazendo a mente o texto de I Pedro2.9-10, deixando claro a grande responsabilidade da Igreja. "Enquanto é dia a comunidade de Cristo pode e deve proclamar os feitos de Deus".

Livro: A Natureza Missionária da Igreja - Editora ASTE 

Resenha feita pelo
Pastor Carlos Augusto Lopes
Teólogo



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Bibliotecas possíveis?

     A menos que já existam 39 novos canteiros de obra por dia desde 2011 erguendo bibliotecas em escolas brasileiras, é difícil acreditar que o país  estará em 2020 de acordo com uma lei sancionada em 2010. Atualmente, apenas 27,5% do total de escolas brasileiras têm biblioteca. Isso quer dizer que para cumprira Lei 12.244, que tornou obrigatório um acervo de ao menos  um livro por estudante em cada unidade de ensino, o país precisa construir 128.020 bibliotecas até maio de 2020. Os dados do Censo Escolar 2011 foram compilados pelo movimento Todos pela Educação e se referem a escolas tanto públicas quanto privadas de todas as etapas da Educação Básica.

       Embora o desafio tenha tomado essa proporção, uma ação do Instituto Ecofuturo merece ser difundida no sentido de mobilizar os gestores e os atores escolares. Como a gestão pública está completamente ligada à construção das bibliotecas, em março, a organização começou a distribuir aos prefeitos dos 5.500 municípios o livro Orientação sobre como acessar recursos públicos para criar e manter bibliotecas, publicação realizada em parceria com a Academia Brasileira de Letras, o Conselho federal de Biblioteconomia, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIU), entre outros. O livro e os parâmetros para bibliotecas escolares também estão disponíveis gratuitamente no site http://www.euquerominhabiblioteca.org.br.  

Biblioteca fora da caixa



Resenha

Muitos alunos só terão acesso à literatura por meio das bibliotecas escolares, espaços capazes de ampliar o incentivo à leitura, apesar de ainda serem precários e escassos

Virgínia Ávila

     Desde a Antiguidade, a biblioteca corrobora a necessidade humana de resguardar os saberes construídos ao longo do tempo. Simultaneamente, torna-se um espaço restrito às classes privilegiadas, as quais mantiveram inacessível o tesouro e a relíquia da sociedade: o livro. A obra Literatura fora da caixa: o PNBE na escola - distribuição, circulação e leitura - sugere que a biblioteca escolar ainda não consegue exercer plenamente sua função de acesso à leitura e de democratização dos bens culturais, o que nos leva a refletir que o livro ainda é entendido como objeto distante do cotidiano dos indivíduos.
     Bem se sabe que as políticas públicas de fomento à leitura, como o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE), intentam modificar esse quadro. O acervo selecionado pelo programa governamental chega às estantes de livros. Docentes e bibliotecários reconhecem a qualidade literária das obras. Todavia, conforme provocam as pesquisas relatadas no livro organizado pela professora Aparecida Paiva, a questão basilar e controversa reside na tensa e distante relação construída entre a biblioteca - personificada pelos atores sociais que lá trabalham - e a comunidade escolar. 
     Em grande parte dos planejamentos geográficos  das escolas públicas já se contempla o espaço destinado a biblioteca. Porém, não se pode afirmar o mesmo quanto à inserção efetiva da biblioteca  no cotidiano escolar, de forma a deixar unicamente o espaço simbólico e ocupar também o de real utilidade: tornar-se o centro sociocultural da vida da escola.
     O avanço das propostas das políticas públicas de fomento à leitura esbarra nos obstáculos  da vivência pragmática  das escolas: bibliotecários com formação incipiente, ineficiência da gestão escolar quanto à delimitação das funções do auxiliar de biblioteca, desmerecimento e descuido do espaço no dia a dia da instituição escolar.
     Para que os objetivos do PNBE ou de qualquer outra iniciativa de formação de leitores se concretizem, as pesquisas revelam não bastar objetos-livros. Faltam, à escola, pessoas incentivadoras, capacitadas e valorizadas pelo seu nobre ofício de mediadoras culturais.

Virgínia Ávila é professora de língua portuguesa, literatura e língua inglesa em Belo Horizonte, mestre e doutoranda da Faculdade de Educação (FAE) da Universidade Federal de Minas gerais (UFMG)

[Revista Educação, Ano 16 – nº 192 – abril 2013]