sábado, 10 de março de 2012

Sábado movimentado

Biblioteca O S Boyer adota novo esquema de frequência para os usuários.
O novo projeto garante a presença dos alunos com banco de horas. Além disso, os alunos consultam o acervo através de dois terminais que nos conduzirão ao acervos nas prateleiras. Além disso, também  podem tomar os  livros emprestados com prazo de uso de 7 dias. Novos tempos. Ah! Já estava esquecendo. A biblioteca tem um novo layout com a subtração da hemeroteca.

quarta-feira, 7 de março de 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CIRCUITO DE OFICINAS – CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Repassando informações recebidas via e-mail.
 
Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e SP Leituras convidam:

CIRCUITO DE OFICINAS – CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
De 5 a 27 de março, das 10 às 17 horas

5 de março
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
Casa de Cultura
Praça Cacilda Becker, s./n.
São José do Rio Preto/SP


6 de março
SERTÃOZINHO
EMEF Elvira Arruda de Souza
Rua Pedro Canesin, 621
Sertãozinho / SP
Tels.: 16 3942-4393 e 3942-3751


7 de março
ARARAQUARA
Biblioteca Pública Municipal Mário de Andrade
Rua Carlos Gomes, 1.729 – Centro
Araraquara/SP


12 de março
LENÇÓIS PAULISTA
Espaço Cultural Cidade do Livro
Rua Pedro Natálio Lorenzett, 286 – Centro
Lençóis Paulista/SP


13 de março
PIRACICABA
Biblioteca Pública Municipal Ricardo Ferrez de Arruda Pinto
Rua Saldanha Marinho, 333 – Centro
Piracicaba/SP


14 de março
PINDAMONHANGABA
Biblioteca Pública Vereador Rômulo Campos D’Arace
Ladeira Barão de Pindamonhangaba, s/n – Bosque da Princesa
Pindamonhangaba/SP


16 de março
SÃO PAULO
Biblioteca de São Paulo
Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 – Santana – Parque da Juventude
São Paulo/SP


19 de março
REGISTRO
Auditório do CEC Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha
Rua Miguel Aby Azar, 63 – Centro – Parque Beira Rio
Registro/SP


20 de março
SÃO PAULO
Biblioteca de São Paulo
Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 – Santana – Parque da Juventude
São Paulo/SP


21 de março
SANTOS
Teatro Guarany
Praça dos Andradas, 100 – Centro Histórico
Santos/SP


26 de março
PENÁPOLIS
Biblioteca Pública Municipal Prof. Fausto Ribeiro de Barros
Rua Irmãos Chrisóstomo de Oliveira
Penápolis/SP


27 de março
PRESIDENTE PRUDENTE
Biblioteca Pública Municipal Dr. Abelardo de Cerqueira César (dentro do Centro Cultural Matarazzo)
Rua Quintino Bocaiúva, 749 – Vila Marcondes
Presidente Prudente/SP


Mais informações e inscrições no link: www.aprendersempre.org.br

Sistema Estadual de Bibliotecas
Rua da Consolação, 1681 - conjunto 93/94

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O que todos os crentes devem saber - A sentença de Jesus Cristo


Por João Luiz


No ano 19 do imperador romano, de todo o mundo, Tibério, monarca invencível: 121 da Olimpíada, 124 da Ilíada, 4187 da independência da Babilônia. Sendo governador da Judéia, Quintino Pilatos. Gerente da Galiléia, Herodes Antipas; Pontífice do sumo sacerdote Caifas. Magno do templo. Alilamael, Roban Achabel.

Franchino Centauro, cônsules romanos da cidade de Jerusalém Quintino Sublime,  Visto Pompilio Rusto. Dia 25 de março, eu, Pôncio Pilatos,  aqui presidente do império romano, dentro do palácio e arque-residência. Julgo e condeno, e sentencio a morte; Joshua, chamado pela plebe Cristo Nazareno.

E Galileu de nação, homem sedicioso contra a lei mosaica, e contrário ao grande imperador Tibério Cesar. Determino e ordeno, por esta que se lhe dê a morte, na cruz, sendo pregado com cravos, com os réus, porque congregando por aqui, homens ricos, e pobres, não tem cessado de promover tumultos, por toda a Judéia, dizendo-se filho de Deus, e rei de Israel. Ameaçando com a ruína de Jerusalém, e o sacro templo.

Negando o tributo a césar, e tendo ainda o atrevimento de entrar, com ramos em triunfo, e com parte da plebe dentro da cidade, de Jerusalém, que seja ligado, e açoitado e que seja vestido de púrpura, e coroado de alguns espinhos, com a própria cruz nos ombros. Para que sirva de exemplo à todos os malfeitores, e que juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões, homicidas; e sairão pela porta sagrada, hoje Antoniana, e que se conduza Jesus, ao monte da justiça pública, chamado Calvário,  e onde seja crucificado e morto.

Ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malvados, e que sobre a cruz, seja posto um título, em 3 línguas. Hebraica, Grega e Latina – Joshua-Nazarenos (Rex Judaeorm). Mando também que nenhuma pessoa, de qualquer estado, ou condição se atreva, temerariamente a impedir, a justiça por mim determinada, e executada, com todos o rigor, segundo os decretos e leis romana. Quem tal causar, será acusado de rebelião e sofrerá as penas respectivas Testemunhas. Pelas 12 tribus de Israel, Rabain Daniel, Boncar Barbossú. Lobi Peculani. Pelos Fariseus. Rúbia Semeão. Ronol Habam. Mondoam. Buncorpasi.
Fonte: Revista A Seara.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sebo virtual é antialérgico



O Estado de S. Paulo - 16/04/2006 - Shaonny Takaiama
Existe uma seara em que assumir seu lado consumista não é pecado e que agora conquistou também o mundo virtual. Estamos falando dos sebos e seus ratos, ou melhor, compradores. Um típico rato de sebo é aquela pessoa que não se importa de garimpar em estantes empoeiradas e, muitas vezes, além de disputar espaço com as traças, ainda gasta muita sola de sapato à procura de uma preciosidade. Muitos deles chegam a desembolsar verdadeiras fortunas quando a edição que procuram de seu autor favorito é autografada. Na contramão dos ratos de sebos, existe um grande número de internautas que exercitam o desapego pelos livros. Em vez de garimpar em sites e vibrar com a aquisição de alguma nova preciosidade, essa turma prefere tornar público o seu prazer, compartilhando livros já lidos com qualquer desconhecido, qualquer mesmo - a idéia é deixar os livros em bancos de praça, estações de metrô, orelhões e outros locais públicos. São os adeptos do Livro Livre, uma campanha que já existe na América Latina, Estados Unidos e Europa, com alguns detalhes diferentes em cada local, mas que tem basicamente o mesmo objetivo: articular pessoas numa ação de incentivo à leitura. Periodicamente, a organização promove liberações em massa de livros, como a que irá acontecer no próximo dia 23 de abril, o Dia do Livro. Boa oportunidade para praticar o desapego e esvaziar a estante. 

A MÚSICA QUE VIROU BIBLIOTECA


Incomodado com a distância existente entre os livros e os jovens da Cidade Tiradentes, bairro onde mora, o rapper Adalberto da Silva, conhecido como Betinho, resolveu lançar uma música exótica se levados em conta os padrões locais, intitulada "Vamos Ler um Livro". Não podia imaginar que a música fosse acabar virando uma biblioteca.

"Procure se informar/ Não seja o mestre da burrice/ São tantos que falam merda/ Isso enjoa é um tomento/ Procure ler um livro/ Pois é a máquina do tempo." Tocada nos shows de rap, a música até que pegou, mas Betinho percebeu o erro: "Estávamos cobrando leitura de quem dificilmente consegue ir a uma biblioteca", constatou.

Nascido na Paraíba e criado na periferia de Recife (veio a São Paulo quando era adolescente), Betinho e seus parceiros do grupo Mucambo aproveitaram os shows e pediram doações para a construção de uma biblioteca comunitária. "Começou meio na brincadeira".

Conseguiram recursos para inaugurar, neste ano, a biblioteca comunitária Solano Trindade (o nome é uma homenagem ao poeta negro pernambucano), que será administrada pelos próprios moradores. No primeiro mês, 300 jovens se cadastraram; agora, já são mais de 700. Sempre que possível misturam-se ali literatura e música. "É preciso estudar muito um assunto para compor um rap, não dá para falar qualquer coisa".

A primeira dessas misturas Betinho fez quando chegou a São Paulo, apaixonado apenas por maracatu, frevo e baião. Logo se encantou com as batidas do movimento hip hop. "Descobri muita semelhança entre a musicalidade do rap e o repente nordestino".

Um sonho musical está em discussão entre os freqüentadores da biblioteca: a criação de um selo cooperativo para lançar talentos jovens da periferia. Talvez esse sonho saia do papel mais cedo do que Betinho imagina: a rádio Brasil 2000 decidiu, na semana passada, que parte do faturamento da emissora será destinada a uma incubadora de talentos musicais, especialmente da periferia.

FONTE: FOLHAONLINE, URBANIDADE

A MÚSICA QUE VIROU BIBLIOTECA
CANÇÃO "VAMOS LER UM LIVRO"

O grupo de rap Juventude Armada, cujos integrantes fazem parte do Força Ativa,
compôs a canção "Vamos Ler um Livro", que dá uma idéia do trabalho realizado ...

"BIBLIOTECA COMUNITÁRIA SOLANO TRINDADE"
http://bibliotecasolanotrindade.blogspot.com
/

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Por que a escola não serve pra (quase) nada


setembro 5, 2008 
01 | 05 | 2000

Por que a escola não serve pra (quase) nada
Por Gustavo Ioschpe

Sempre me intrigou o fato de que os melhores alunos terminam não repetindo o sucesso escolar vida afora e, ao mesmo tempo, que as pessoas de grande êxito em suas atividades foram, frequentemente, maus alunos, ou pelo menos nada brilhantes. Não são inquietações que me surgiram agora, mas já na época de estudante.

Nessa mesma época, de estudante secundário, comecei a sentir um profundo incômodo com a vida estudantil. Quando criança, tinha muito prazer em ir ao colégio, em aprender aquelas coisas novas todo dia, em resolver mistérios. A educação é o mecanismo de inserção mais poderoso que há: com ela, penetramos no mundo e nos sentimos participantes da nossa realidade. A grande parede de ignorância que nos barra da compreensão do universo vai aos poucos sendo derrubada.

Mas, em um certo momento, lá pelo fim do primeiro grau, o encantamento se quebrou. Não sei se eu é que perdi a ingenuidade, ou se foi a escola que mudou, mas ficou tudo esquemático, mecânico e completamente broxante. A relação com o professor, que antes era de companheirismo e admiração nessa viagem de descobrimento, virou burocrática e antagonística. Pairava no ar o reconhecimento mútuo de que entrávamos em um teatro, onde mestres e pupilos eram atores secundários e o papel principal ficava a cargo da mediocridade, a se infiltrar e dominar tudo. Ela ditava que o nosso papel ali era de fingidores: o professor fingia estar ensinando e se interessando pela inteligência de seus alunos, e o aluno fingia estar aprendendo e absorvendo conhecimentos que lhe seriam úteis.

No fundo, todos sabiam que grande parte do que se ensinava ali era inútil e desinteressante, mas, enfim, caía no vestibular, então o que é que se havia de fazer, né?

Assim, passei, como todos os meus colegas, anos e anos regurgitando o que diziam os livrinhos que os professores nos indicavam. Líamos grandes livros, falávamos sobre grandes personagens históricos, mas o que ficava eram perguntas sobre o enredo, pedidos de descrição de eventos e causas. Nenhuma elucubração, nenhum desejo de ir além do texto, nenhuma tentativa, enfim, de pensar e imaginar. Qualquer tentativa de dizer algo diferente ou pensar o proibido era (e continua sendo) punida com canetaços vermelhos e notas baixas ou, em casos mais severos, conversinhas com orientadores pedagógicos e coordenadores educacionais (nomes infames para cargos que se resumem aos de carcerários do presídio de almas que é a escola moderna).

Assim, o sistema educacional transformou-se numa máquina produtora de mediocridade e resignação, que vai aos poucos filtrando os inconformistas e deixando-os de lado, rotulando-os como “problemáticos”. Matando o espírito questionador, já que qualquer pergunta desafiadora é vista como um desafio à autoridade. Por isso é que os bons alunos não raro têm vida escolar apagada, e os maus alunos se saem bem: fora das paredes da escola, o espírito crítico, a imaginação e a vontade de fazer diferente são fatores indispensáveis ao sucesso.

O que só comprova a impressão de que colégios viraram exatamente aquilo que foram criados para combater: templos da gratificação da mediocridade e da mesquinharia; fortalezas que massacram aquilo que há de espontâneo nos jovens, e os “preparam para a vida”, dando-lhes a garantia de sobrevivência que é, ao mesmo tempo, a garantia de uma vida sem saltos, voltas, dúvidas, explosões, entusiasmos, descobertas, angústias e fascínios. Tudo, enfim, que faz com que a vida valha a pena.

P.S. Antes que o tradicional espírito de porco pergunte se me imagino um gênio incompreendido, confesso que passei minha temporada escolar perseguindo notas altas e me empenhando em ser o melhor da classe, mesmo sabendo a falência moral que isso significava. O que só me entristece e envergonha.