quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Leituras


“Como ganhar seus queridos para Cristo”  por Don Wilkerson, Ed. Betânia.
A Marlene, colaboradora do IBAD, Contabilidade, leu o livro e gostou. Ela disse o seguinte: “São palavras de ânimo e incentivo. O texto nos orienta  ‘bater sempre’. Mostra-nos a importância do crer, interceder e testemunhar; de termos um tempo de qualidade em favor de nossos amados. Cita alguns exemplos a serem usados,  e erros a serem evitados.”

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cais do Rio vai ganhar Hemeroteca Brasileira


Preciosidades. Coleção tem  4,5 milhões de jornais
e revistas, reunidos nos últimos 200 anos:
17  quilômetros de prateleiras.
Antigo armazém será adaptado para receber maior acervo latino-americano de periódicos
É como se todos os dias uma banca de jornal despejasse seus exemplares na porta do imponente prédio da Biblioteca Nacional, na Cinelândia, centro do Rio. São 4 mil novos exemplares por mês. Ao longo de 200 anos, a biblioteca recebeu 4,5 milhões de jornais e revistas. "Já temos 17 quilômetros de prateleiras só com este acervo", diz Mônica Rizzo, diretora do Centro de Referência e Difusão da biblioteca.
O maior acervo de periódicos da América Latina vai poder, enfim, respirar. O BNDES liberou R$ 32 milhões para a Fundação Biblioteca Nacional. Desse valor, R$ 17,9 milhões serão usados para adaptar um antigo armazém de grãos na área do Cais do Porto para receber a Hemeroteca Brasileira. A verba é um pedido antigo. "Há pelo menos dois anos estamos nessa negociação. Agora vamos poder ficar tranquilos durante um bom tempo. Teremos espaço para uma coleção três vezes maior do que a atual ", suspira Mônica.
O acervo não para de crescer. Por força da lei de depósito legal, qualquer publicação no Brasil tem de doar um exemplar à biblioteca. O que é excelente para a memória nacional, mas trágico para falta de espaço de um prédio que não tem mais para onde crescer.
Atualmente a biblioteca tem 9 milhões de itens. A grande maioria está no prédio da Cinelândia, inaugurado em 1910. A falta de espaço obrigou a direção a transferir parte do acervo ao Palácio Gustavo Capanema, também no centro. No armazém do cais do porto também já estão cerca de 1 milhão de jornais.
Quando a hemeroteca for inaugurada, haverá mais espaço para guardar livros no prédio da Cinelândia. "A cada ano, recebemos cerca de 100 mil novas peças, entre livros, jornais, partituras, gravuras, mapas, CDs e DVDs. É fundamental que nos preparemos para continuar abrigando as publicações, inclusive digitais. A biblioteca, há 200 anos, é a guardiã oficial da memória do País", define Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional.
O antigo armazém já pertence à biblioteca desde os anos 1980. O que faltava era o dinheiro para obra. Até agora, só foi reformado um andar, o terceiro. O espaço foi dividido em seis unidades estanques. "Se acontecer uma infelicidade e começar a pegar fogo em uma unidade, o incêndio fica restrito a esse espaço. Não se propaga. A mesma coisa com uma possível infestação de cupim. Ela não se espalhará para o resto do acervo", diz Mônica. As obras vão durar 30 meses.
O acervo é precioso. Estão lá o primeiro exemplar do Correio Braziliense, de 1808, que era impresso em Londres. Ainda faz parte da hemeroteca a coleção da Gazeta do Rio de Janeiro, o primeiro jornal impresso em terras brasileiras, que se transformou no atual Diário Oficial da União. "Temos também as edições do Diário de Pernambuco, desde 1825, a mais antiga publicação corrente em língua portuguesa no mundo. Temos a Revista da Semana, de 1900, O Tico-Tico, O Malho, a revista O Cruzeiro. Isso sem contar os jornais da imprensa alternativa, perseguidos durante a ditadura militar, jornais regionais de todo o Brasil e jornais literários", diz Amorim.
Pesquisa. Tudo isso está aberto ao público para pesquisa. Boa parte do acervo já está micro filmado. "Temos 40 leitoras de microfilme e dez mesas para atender o público. Mesmo assim, há dias em que não conseguimos atender todo mundo."
Exemplares mais antigos só podem ser pesquisados em microfilmes. "Cada vez que um exemplar centenário é manuseado, ele solta pedaços. Temos de preservar o máximo possível", explica Mônica. Aos poucos estão sendo digitalizados todos os exemplares para que fiquem disponíveis na internet (http://www.bn.br/portal0


Olimpíadas


A hemeroteca ficará ao lado do novo Museu de Arte do Rio, do Aquário do Rio e do Museu do Amanhã no Cais do Porto, área que está sendo revitalizada para os Jogos Olímpicos de 2016.
 Fonte: MÁRCIA VIEIRA / RIO - O Estado de S.Paulo / 9 outubro 2011 / 11h10

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Biblioteca na Era Digital

A Biblioteca Digital da Baviera (Alemanha) digitalizará um milhão de livros em parceria com o Google. O diretor Klaus Cenowa diz que o acervo deve estar onde as pessoas estão.
A digitação da biblioteca começou em 1997. Desde o início, o objetivo era disponibilizar via internet os acervos históricos, únicos e valiosos. As obras digitalizadas estão disponíveis para qualquer um gratuitamente na web. Podem ser impressas ou baixadas para uso pessoal ou científico.

Até agora foram digitalizadas cerca de 60 mil obras. Além delas, há cerca de 200 mil livros que estão sendo digitalizados através da parceria público-privada com o Google. No total, devem ser escaneados, no próximo ano, um milhão de livros em parceria com o Google.

Inúmeras bibliotecas se opuseram à iniciativa do Google de digitalizar acervos porque há muito medo em relação a um possível monopólio e um desconforto em relação ao banco de dados cada vez maior do Google. Eu não quero avaliar se esses medos são justos. Nós trabalhamos em excelente parceria com o Google. Sem ele, teria sido impossível digitalizar 1 milhão de livros – cerca de 250 milhões de páginas – em tão pouco tempo.

A biblioteca tem tesouros únicos. Esse patrimônio cultural deve ser acessível a todas as pessoas. E a internet nos oferece essa possibilidade. A digitalização significa também uma democratização do acesso ao conhecimento e à cultura.

Quase todas as obras estão em domínio público. No entanto, há uma parceria com algumas grandes editoras científicas. Após o pagamento de uma taxa, obras protegidas são digitalizadas e podem ser acessadas de graça pelo consumidor final.

Não há um único processo de digitalização. Manuscritos únicos são escaneados e digitalizados com a chamada mesa fotográfica de Graz. Para outros materiais utilizamos robôs scanners, que conseguem digitalizar até mil páginas por hora. Também há scanners especiais para mapas e scanners 3D. O escaneamento é a parte mais simples de todo o processo de digitalização, que engloba da logística no depósito ao armazenamento digital permanente.

Os principais desafios das bibliotecas hoje devem oferecer seus serviços e acervos onde quer que o usuário esteja na rede – isto é, no Google, no Facebook, no Yahoo, no WorldCat – e também em ambientes de estudo e pesquisa especializados. Esta diversidade não pode levar a uma perda de identidade. As bibliotecas devem se redefinir como local de troca cultural, de comunicação e de encontro – além de salas de leitura e depósitos.


domingo, 6 de novembro de 2011

Herói devedor de livros emprestados

Jorge Washington
herói da independência
dos EUA
Sabe o primeiro presidente dos EUA? Sim! Ele mesmo! George Washington - O herói da independência. Ele costumava pedir livros emprestados à Biblioteca de Nova York. A atual direção fez um levantamento retroativo das atividades da biblioteca e descobriu que se George estivesse vivo ele teria de pagar a instituição multa de 300 mil dólares. Só de obras que ele levou para ler e nunca devolveu. Conheça algumas: "Lei das nações" (um tratado sobre relações internacionais) e "Transcrições da Câmara dos Comuns" (Parlamento Britânico). Herói caloteiro. O inusitado dessa história é que a informação ficou guardada a sete chaves por tempos porque se tratava do primeiro e maior dignitário da nação norte-americana.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Biblioteca Nacional do Brasil celebra os 201 anos



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Neste sábado, dia 29/10, a Biblioteca Nacional do Brasil festeja seus 201 anos, data que também marca o encerramento das comemorações do seu bicentenário. Ao longo dos últimos 12 meses, a BN realizou uma série de atividades, tanto no prédio da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, como em várias partes do Brasil e do Mundo.

 “Ao mesmo tempo em que encerramos as celebrações do bicentenário, data tão importante para a história extraordinária da Biblioteca Nacional, já começamos a discutir e a pensar no futuro da instituição, de olho nos próximos 200 anos”, afirma o presidente da FBN, Galeno Amorim.

Como parte das celebrações do bicentenário, em um ano, a BN realizou três grandes exposições de arte – BN 200 anos, Brasil Feminino e Giorgio Vasari - , ampliou sua agenda cultural, oferecendo palestras e encontros quase que diariamente, além de ampliar o horário de funcionamento para os fins de semana. “Tudo para poder oferecer à população cada vez mais e mais opções culturais”, diz Galeno.

Considerada pela Unesco uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, hoje, sob sua guarda, somam-se mais de 9 milhões de peças. Centenas de pesquisadores, estudantes, turistas, passam diariamente pelo prédio, que funciona como sede da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC).

O início do itinerário da Biblioteca está ligado a um dos mais decisivos momentos da história do Brasil: a transferência de toda a família real e da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, quando da invasão de Portugal pelas forças de Napoleão Bonaparte, em 1808.

O acervo trazido para o Brasil, de sessenta mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas, foi inicialmente acomodado numa das salas do Hospital do Convento da Ordem Terceira do Carmo, na Rua Direita, hoje Rua Primeiro de Março. Em 29 de outubro de 1810, um decreto do Príncipe Regente determinou que o lugar acomodasse a Real Biblioteca e instrumentos de física e matemática. A data de 29 de outubro de 1810 é considerada oficialmente como a da fundação da Real Biblioteca que, no entanto, só foi franqueada ao público em 1814.

O prédio atual da FBN teve sua pedra fundamental lançada em 15 de agosto de 1905 e foi inaugurado cinco anos depois, em 29 de outubro de 1910. O prédio foi projetado pelo General Francisco Marcelino de Sousa Aguiar, e a construção foi dirigida pelos engenheiros Napoleão Muniz Freire e Alberto de Faria. As instalações do novo edifício correspondiam na época de sua inauguração a todas as exigências técnicas: pisos de vidro nos armazéns (ainda existentes), armações e estantes de aço com capacidade para 400.000 volumes, amplos salões e tubos pneumáticos para transporte de livros dos armazéns para os salões de leitura.

Últimos eventos da celebração do Bicentenário
Giorgio Vasari e a invenção do artista moderno – Como último dos eventos dentro das comemorações do bicentenário da Biblioteca Nacional, foi aberta a exposição que marca os 500 anos do nascimento do pintor e arquiteto italiano Giorgio vasari, reconhecido mundialmente como o primeiro historiador da arte. Incentivador de artistas como Michelangelo e amigo da poderosa família dos Médici, ele atendeu a encomendas de príncipes e papas. Vasari foi o idealizador da arquitetura da Galleria degli Uffizi , hoje sede do principal museu de Florença e fundador da primeira academia de belas artes, a Academia das três artes do Desenho, de 1563. A exposição conta com três edições de “Vidas dos mais excelentes pintores, escultores e arquitetos” - livro fundador da historiografia artística, lançado originalmente em 1550 por Vasari. Ao todo, 110 peças do acervo da Biblioteca levando a história do Renascimento italiano para o coração do Rio de Janeiro. Até o dia 11 de dezembro, com entrada franca, de terça a domingo.

200 anos, no Senado - Exposição que celebrou os 200 anos da Biblioteca Nacional está agora exposta em Brasília, até o dia 18 de novembro, na biblioteca do Senado Federal. Ela exibe a história da BN, desde sua viagem para o Brasil, com a Corte Portuguesa, em 1808, até os dias de hoje, e faz um passeio sobre o acervo de livros, manuscritos, periódicos, pinturas, partituras musicais, entre outras peças ligadas ao acervo. No terceiro andar da Biblioteca, uma exposição especial conta a história do edifício, fundado em 1910.

ESPECIALISTAS DA FBN PARTICIPAM DO IV FÓRUM DA REDE NE DO LIVRO, DA LEITURA E DA LITERATURA

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A Fundação Biblioteca Nacional será representada por um time de especialistas em livro, leitura e literatura, temas que serão debatidos em Salvador. Cadastro Nacional de Bibliotecas Públicas, investimentos em projetos de leitura no nordeste, a revitalização de bibliotecas e a internacionalização da literatura brasileira são alguns dos assuntos a serem abordados durante os dois dias de evento, na capital baiana.
 
Cinco coordenadores e diretores da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC) participam do IV Fórum da Rede NE do Livro, da Leitura e da Literatura, dentro da programação da Bienal do Livro da Bahia, que ocorre até 6 de novembro. O encontro pretende discutir, atualizar e difundir as políticas dos nove estados da região. Nos dias 3 e 4 de novembro , o evento acontece no Auditório Jorge Amado, no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador.
 
No dia 3, a mesa de abertura às 10h45 contará com a presença de Fabiano dos Santos, diretor do Livro, Leitura e Literatura do Minc. No mesmo dia, ele participa da primeira mesa do fórum, que discute “Compra Regionalizada e Políticas Públicas para o Livro, a Leitura e a Literatura no Nordeste”.
 
Elisa Machado, Coordenadora do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), está na segunda mesa do evento e debate “Notícias da Biblioteca”.  “Vou focar nas ações do SNBP, que em 2011 iniciou o cadastro de bibliotecas de todo o país”, explica Elisa. A coordenadora vai explicar a importância do cadastro e que é por meio dele que, tanto governo como sociedade civil, terão acesso a dados úteis para análises visando o desenvolvimento de políticas públicas na área.
 
A Secretária Executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura, Maria Antonieta Cunha, também participa dessa mesa. Ela pretende discorrer sobre o papel da biblioteca como espaço de conhecimento e lazer e grande promotora de ações de leitura. Antonieta dará ainda atenção especial à atual situação da leitura no nordeste. “Quero destacar as diferenças nesse campo e discutir medidas podem ser tomadas nessa região do país”, resume.
 
O debate sobre “A produção criativa no Nordeste: escritores e mercado profissional” ocorre dia 4, às 10h. Tuchaua Rodrigues, coordenador do programa do Livro Popular da FBN, participa da conversa. Entre os temas, a entrada de autores no mercado, a importância do editor nordestino e o papel das editoras regionais. “O nordeste tem uma bibliodiversidade muito grande, que deve ser mantida e explorada”, afirma.
 
A mesa “Nordeste do Brasil na Feira de Frankfurt 2013” levanta a participação dos escritores e editores da região durante as homenagens e comemorações que o país terá durante a maior feira de livros do mundo. Para falar das ações da FBN em Frankfurt, o IV Fórum convidou a coordenadora dos programas de internacionalização da literatura brasileira, Moema Salgado. Entre os assuntos estarão os programas: Bolsas de Tradução e a vinda de tradutores estrangeiros para vivenciar a cultura local.
 
“Leitura das Proposições do IV Fórum da RENELLL” é o tema da mesa final do evento, que também contará com Fabiano dos Santos. O debate começa às 17h e fecha o IV Fórum da Rede NE do Livro, da Leitura e da Literatura, evento que faz parte da programação da Bienal do Livro da Bahia 2011.
 
Atendimento:
Fábio Diegues
21 3095-3803 ou 9658-7871