terça-feira, 1 de novembro de 2011

21 dicas para conservar seus livros e sua biblioteca


O livro é um patrimônio precioso sob ponto de vista cultural e econômico. O valor cultural de um livro talvez seja incalculável. Já seu valor econômico está associado a seu estado de conservação. O enriquecimento cultural que ele lhe traz acontece durante o processo de leitura. Por outro lado, um livro é um bem de consumo que pode ser negociado, o que traz um duplo benefício: você passa adiante o valor cultural (sem perdê-lo!!!) e ainda pode ter um retorno financeiro.

Todos sabemos que o custo de um livro novo nas livrarias ainda é alto para os padrões médios dos brasileiros; por isso, a prática de venda/compra de livros usados é uma excelente alternativa para a disseminação do patrimônio cultural. Neste sentido, a conservação do "objeto" livro é de fundamental importância.


1.   Grandes quantidades de livros são pesadas. Dê atenção a espessura das prateleiras.

2.   O livro deve ser constantemente manuseado. O virar das páginas oxigena o material, impede a acumulação de microrganismos que atacam o papel e colabora para que as folhas não fiquem ressecadas e quebradiças.

3.   Folheie rapidamente, mas cuidadosamente, o livro sempre que for colocá-lo de volta na prateleira. Isso vai arejá-lo.

4.   Não guarde os livros acondicionados em sacos plásticos, pois isto impede a respiração adequada do papel.

5.   Evite encapar os livros com papel pardo ou similar. Essa aparente proteção contra a poeira causa, na realidade, mais dano do que benefício ao volume em médio e curto prazo. O papel tipo pardo, de natureza ácida, transmite seu teor ácido para os materiais que estiver envolvendo (migração ácida).

6.   Faça uma vistoria anual. Retire todos os livros, limpe-os com um pano seco. Limpe a estante com um pano úmido. Evite passar produtos fortes do tipo lustra-móveis, já que seus resíduos podem infiltrar no papel.

7.   Deixe sempre um espaço entre estantes e parede. A parede pode transmitir umidade aos livros. E, com a umidade, surgem os fungos.

8.   Armários e estantes devem ser arejados. Estantes fechadas devem ser periodicamente abertas.

9.   Estantes de metal são preferíveis do ponto de vista da conservação dos livros.

10.        Não use clipes como marcadores de páginas. O processo de oxidação do metal mancha e estraga o papel.

11.        Em estantes de madeira, pense em revestir as prateleiras com vidro. Não use tintas a base de óleo.

12.        Bibliotecas devem ser freqüentadas. Nem pense em porões. Baixa freqüência de pessoas aumenta a insidência de insetos. Considere um tratamento anual contra traças.
13.        Não guarde livros inclinados. Aparadores podem mantê-los retos.

14.        Encadernações de papel e tecido não devem ser guardadas em contato direto com as de couro.

15.        Na prateleira, os livros devem ficar folgados. Sendo fáceis de serem retirados, duram mais. Comprimidos nas prateleiras, induzem a sua retirada de maneira incorreta, o que danifica as lombadas e fatalmente leva ao dano da encadernação. Livros apertados também favorecem o aparecimento de cupins.

16.        Quando tirar um livro da prateleira, não o puxe pela parte superior da lombada, pois isso danifica a encadernação. O certo é empurrar os volumes dos dois lados e puxar o volumedesejado pelo meio da lombada.

17.        A melhor posição para um livro é vertical. Livros maiores devem ter prateleiras que permitam isso. Em último caso deixe-os horizontalmente, tomando-se o cuidado de não sobrepor mais de 3 volumes.

18.        Luz do sol direta nem pensar. O sol desbota e entorta as capas.

19.        Se for um livro antigo ou de algum outro valor ou de maior sensibilidade, lave as mãos antes de folheá-lo, já que mãos engorduradas contribuem para a aceleração da decomposição do papel. Evite umedecer as pontas dos dedos com saliva para virar as páginas do livro.

20.        Ao ler um livro, evite abri-lo totalmente, como por exemplo, em cima de uma mesa. Isto pode comprometer a estrutura de sua encadernação.

21.        Não utilizar fitas adesivas tipo durex e fitas crepes, cola branca (PVA) para evitar a perda de um fragmento de um volume em degradação. Esses materiais possuem alta acidez, provocam manchas irreversíveis onde aplicado.

[Fonte: Livros e Afins; ]

Coisas que a superstição inventa


A palavra ANTIKIITHON é um nome complicado, inventado para designar uma coisa que não existe. ANTIKIITHON significa “contra-Terra”, alguma coisa que se antepõe a Terra. A palavra existe, faz parte do vocabulário da língua grega, porém o que não existe é o que ela designa. Senão vejamos:

Pensou-se, na antiguidade, que devia existir um planeta na mesma órbita que a terra descreve em torno do sol, mas em tal relação de movimento com o nosso planeta que nunca o podíamos ver, por se interpor o disco solar.

Ora, a idéia de um planeta “do outro lado” da órbita terrestre foi inventada há mais de 2.000 anos pelos filósofos pitagóricos,  constrangidos por uma necessidade de sua filosofia de arranjar outro corpo celeste. Nesse tempo eram conhecidos s Sol, a Lua, Mercúrio, Venus, Marte, Júpiter e Saturno. Além disso, os adeptos de Pitágoras, supunham o sol simples  reflexo de um “fogo central”. Isso quer dizer que o Universo que eles conheciam continha, incluindo a terra, nove astros. Ora, como o número Nove para os pitagóricos era um número supersticioso e adverso, os seus teóricos firam-se forçados  a inventar e  que apontar a existência de uma “contra-Terra”, e deram a essa coisa que não existe , o nome pomposo de ANTIKIITHON, para que seus adeptos não se impressionassem com o fato de haver Nov e astros.

É claro que nenhuma outra escola filosófica, das muitas que existiram, admitiu tal invenção. Ninguém deu crédito à invenção de uma coisa que não existe, mas o fato é que a palavra ficou e corre mundo.
[Lições Bíblicas, 1960)

sábado, 29 de outubro de 2011

Hoje é o Dia do Livro


Hoje é o Dia Nacional do Livro. A criação desta data foi escolhida em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional, que ocorreu em 1810. Só a partir de 1808, quando D. João VI fundou a Imprensa Régia, o movimento editorial começou no Brasil. O primeiro livro publicado aqui foi “Marília de Dirceu”, de Tomáz Antônio Gonzaga. Mas nessa época, a imprensa sofria a censura do imperador. Só na década de 1930, houve um crescimento editorial, após a fundação da Companhia Editora Nacional pelo escritor Monteiro Lobato, em outubro de 1925.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O sabor do saber

Olá, pra você!
Hoje eu reproduzo um texto do professor Jacir Venturi*. A introdução de seu artigo sobre  o Conhecimento interessou-me sobejamente. Por isso reproduzo-o aqui. Espero que você e outras pessoas que não têm a oportunidade de receber o periódico que versa sobre inovação, educação e gestão, possam desfrutar destas preciosas informações. O sabor do saber é uma delícia. Boa leitura.

A era do conhecimento – que hoje vivenciamos – tem fulcro em dois marcos históricos: a Biblioteca de Alexandria e a imprensa de Gutemberg.

A Biblioteca de Alexandria estava muito próxima do que se entende hoje por universidade e reinou quase absoluta como centro de cultura mundial entre o século 3 a.C. e o século 4 d.C.Continha praticamente todo o saber da Antiguidade, em cerca de 700 mil rolos e papiro e pergaminhos. Seu ideal era adquirir um exemplar de cada manuscrito existente na face da Terra. No entanto, o manuseio de seus conteúdos era restrito aos mais conspícuos sábios, poetas e matemáticos. Sua destruição talvez tenha representado o maior crime contra a ciência e a cultura em toda a história da humanidade.

Até meados do século 15, a reprodução do conhecimento se fazia essencialmente por meio dos monges copistas, pontuados em algumas dezenas e mosteiros e universidades.

Em 1455, o ourives alemão Johannes Gutemberg inventou a tipografia. Com a imprensa, o mundo sofreu uma vigorosa transformação que, de pronto, influiu extraordinariamente sobre o Renascimento. . Tamanhos foram o alcance e a influência da invenção de Gutemberg, pois propiciou a democratização do conhecimento, com a impressão em escalas de livros e jornais, que foi considerada a maior revolução tecnológica do milênio.

A Europa de então posuuia cerca de 50 milhões de habitantes. Somente 15% sabem ler, pois raramente conseguiam livros. O invento de Gutemberg se propagou de moso espantoso e fez dobrar, em poucos anos, o número de europeus alfabetizados. Em 1500, já circulava, naquele continente, meio milhão de livros.

Se vivemos hoje a era do conhecimento ,é porque alçamos sobre ombros de gigantes do passado, reinterando a afirmação de Isaac Newton. A cada geração, novos andares foram constuidos sobre a antiga estrutura.

Com a internet, em nenhum momento da história, o acesso ao saber e à pesquisa foi tão democrático. Em poucos minutos, boa parte da população mundial tem informações ao alcance de um teclado; só o Google hospeda 1,5 trilhão de páginas de informações.

Hoje, a web e outras multimídias tornam disponíveis conteúdos técnicos e pedagógicos precisos, com visual atraente, em movimento e até em 3D. Em contrapartida, metade de seus bites é desnecessário e até pernicioso.

Fui estrudante de 1o e 2o graus nos anos de 1960, época em que não havia tantas futilidades na comunicação escrita, até porque todo impresso era dispensioso. Os livros eram monocromáticos, sisudos, contidos nas ilustrações e pródigo nos textos densos.

Uma mesa e uma cadeira num ambiente silente são condições clássicas para uma afetiva assimilação dos estudos. Ou, como dizia um provecto professor de matemática, com graça e forte sutaque alemão: "o aprender entra 'pelo bunda' e caminha para o cérebro."

Se temos hoje uma profusão de recursos tecnológicos, com ludicidade e didática, uma coisa não mudou: o aprendizado consistente e duradouro se faz com disciplina pessoal, esforço e solidão.

Para atingir os píncaros do saber, busquemos a analogia portuguesa do Cabo deo Bojador, aquele lugar difícil de ser alcançado, mas que tem elevo. E tem conquista. Conforme ilustram os versos de Fernando Pessoa, "quem quer passar além do Bojador / tem que passar além da dor". E a dor se transforma em doce sabor. Sabor de saber.

Por *Jacir Venturi: Diretor de escola e professor. Vice presidente do Sinepe/PR
Fonte: Revista LD LinhaDireta, edição 159, ano 14 – julho 2011. Pag. 32



domingo, 23 de outubro de 2011

A Evolução da Educação


Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...

Leia o relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.

Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.

Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.

O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.

Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.

O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.

O custo de produção é R$ 80,00.

Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.

O custo de produção é R$ 80,00.

Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.

O custo de produção é R$ 80,00.

O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?

( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.

O custo de produção é R$ 80,00.

Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2010 ...:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.

O custo de produção é R$ 80,00.

Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.

(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder pois é proibido reprová-los).

( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

Também jamais levante a voz com um aluno, pois isso representa voltar ao passado repressor (Ou pior: O aprendiz de meliante pode estar armado)

- Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:

Todo mundo está 'pensando'
em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que se 'pensará'
em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

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