terça-feira, 2 de agosto de 2016

Cuidando dos livros


Por Givanilda Maria - Bibliotecária CRB 8/9619

A conservação do acervo depende de vários fatores, como um ambiente arejado, bem iluminado, e com uma boa higiene diária. Porém, com todas essas ações, o acervo pode sofrer com a ação do tempo, as transformações naturais do papel, do manuseio, e, é claro, com as pragas que pode se proliferar em meio aos livros.

Para cada tipo de dano no livro, também existe uma ação para ser tomada, claro que para isso, é preciso detectar o problema que afeta a determinada obra. Após o conhecimento do problema que está diminuindo a vida do livro, a decisão na cura será eficaz.

A higienização, sempre deve ser feita começando pelas prateleiras de cima, com a ajuda de um aspirador de pó, um paninho. A limpeza do chão deve ser feita com um aspirador de pó, para que a poeira não se espalhe para os livros, pode ser utilizado também um pano úmido.

O bibliotecário deve adotar algumas medidas, para manter seu acervo livre desse mal. Uma delas é adotar uma política de limpeza sistemática do acervo. Examinar as novas aquisições, que serão incorporadas, sejam elas advindas de compra, doações ou permutas.

A higienização do acervo é uma operação simples, mas que passa despercebida no dia a dia da biblioteca.



Nas estantes os livros ficam
(até se dispersarem ou desfazerem)
enquanto tudo
passa. O pó acumula-se
e depois de limpo
torna a acumular-se
no cimo das lombadas.
Quando a cidade está suja
(obras, carros, poeiras)
o pó é mais negro e por vezes
espesso. Os livros ficam,
valem mais que tudo,
mas apesar do amor
(amor das coisas mudas
que sussurram)
e do cuidado doméstico
fica sempre, embaixo,
do lado oposto à lombada,
uma pequena marca negra
do pó nas páginas.
A marca faz parte dos livros.
Estão marcados. Nós também.

Pedro Mexia, in "Duplo Império"

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