quarta-feira, 6 de maio de 2015

A sinalização da biblioteca




Por Givanilda Maria -



A biblioteca oferece produtos e serviços, por isso uma boa sinalização está relacionada com a forma de dispor do espaço físico, no sentido de tornar o ambiente atrativo, acolhedor e conveniente para o usuário. A maneira de apresentar esses produtos e serviços contribuem diretamente em cativar esses usuários.

Podemos afirmar que a organização da biblioteca está voltada inteiramente para alternativas de tornar acessíveis e disponíveis todos os serviços e produtos que oferece ao usuário.

A sinalização tem por objetivo permitir, com a ajuda de um conjunto de sinais e mensagens, que sirva para que o usuário busque e encontre a informação que necessita, ou mesmo que identifique a função de cada setor da biblioteca.

O sistema de sinalização serve para identificar e localizar o acervo da biblioteca, orientar para o acesso aos recursos humanos e informacionais, melhorar a acessibilidade, identificar recursos, áreas de serviços, acomodações, segurança, notificar mudanças ou condições temporárias.

A sinalização sendo eficaz irá servir para guiar o usuário, antes da busca pela informação, sem perda de tempo e tornando-os mais independentes.

O bibliotecário deve pensar na sinalização, com base no percurso que o usuário faz na biblioteca. Alguns elementos devem ser levados em conta quando falamos de sinalização. São eles a tipografia, pictograma, diagrama e as cores que serão utilizadas.

As principais informações referentes a sinalização que são importantes para o usuário são a sinalização do acervo, sinalização dos setores e serviços e a sinalização institucional.
Uma boa sinalização da biblioteca é muito importante.

Faça um estudo da sua e, com base nas nossas dicas, veja se está eficaz e atendendo às necessidades dos usuários. Lembrando que cada espaço é único e que antes de sinalizar é importante fazer um mapeamento da sua biblioteca, e sempre pensando no usuário e no fácil acesso às informações.

Nosso papel é sempre ajudar e tornar o nosso usuário independente! 

Boletim SAB - VérticeBOOKInformativo: Ano 5 - Nº 67

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Como memorizar tudo que você lê

Ilustração (Google)

Universia - 27/04/2015

Ao longo do processo de leitura, é importante que a pessoa consiga lembrar daquilo que leu para que seu tempo tenha sido gasto produtivamente. Para isso, existem algumas estratégias que podem facilitar a memorização. Saiba 5 estratégias para lembrar com mais facilidades dos assuntos lidos durante sua vida. Confira-as a seguir:

1- Faça resumos no livro

Os resumos facilitam a compreensão, a análise, a sintetização e a avaliação das informações. Dessa forma, você faz com que sua mente mantenha-se ativa durante a leitura e aumenta a capacidade própria de cognição.

2- Fale em voz alta

Após 30 minutos de leitura e tomadas de notas, pare o procedimento e fale em voz alta tudo que você conseguir lembrar sobre o assunto lido. Em um primeiro momento, a memorização é difícil, mas com o tempo você consegue aprimora-la e tem cada vez mais facilidade.

3- Discuta com o livro

Outra maneira de realizar uma leitura ativa é criando questionamentos com base no que você está lendo. Marque as partes do livro que não estão claras para você ou que possam gerar alguma discordância. Essas perguntas podem ser levadas para a sala de aula e servir de base para a retirada de dúvidas.

4- Monte uma pergunta

Ao final de cada capítulo, elabore uma questão que englobe vários pontos da leitura. Separe de 15 a 30 minutos para respondê-la e, assim, você estará memorizando ativamente os conceitos estudados.

5- Grave seus resumos e escute

Essa é uma maneira simples de você conseguir memorizar muitos tópicos sem precisar demandar grande esforço pessoal.

[http://www.blogdogaleno.com.br/2015/04/27/como-memorizar-tudo-que-voce-le]

Rodas de Leitura

Recebi este texto por e-mail. Como achei interessante estou publicando no blog.

Ilustração original


Por Givanilda Maria

A roda de leitura é um projeto que tem como intuito formar leitores. Elas servem para despertar em nossos leitores o desejo de abrir o livro e viver a cada leitura os sentimentos provocados por uma boa narrativa. Podem ser feitas dentro da sala de aula pela professora, para isso é sugerido que sejam disponibilizados livros diversos, ou dentro da biblioteca, utilizando o acervo.

Para as leituras em sala de aula, a professora pode emprestar os livros da Biblioteca, ou pedir para os alunos trazerem seus livros de casa e montar um mar de história. Esses livros além de serem lidos por ela, também podem ser levados para casa pelos alunos e assim, também incentivar a leitura em família.

Dentro do ambiente da biblioteca, feita por uma bibliotecária, o ambiente deve ser agradável, com lugar arejado, com almofadas para que as crianças possam ficar confortáveis e para que se deliciem com as histórias. A bibliotecária, também deve conhecer previamente o que vai ler.

Dentro do ambiente escolar, essas narrativas, podem ser feitas como aula complementar, ou seja, para ajudar com algum tema que estão estudando na sala de aula que, por conta da grade curricular, as professoras não conseguem se aprofundar.

As rodas também podem ser usadas para apresentar aos leitores, autores que não conhecem, ou culturas de outros países, conhecer outras formas de escrita, como cordel, poesia, crônicas, entre outras.

Nesse caso é muito importante que a bibliotecária, conheça os projetos da escola, participe das reuniões com o corpo pedagógico para poder montar as suas rodas de leitura.

Antes de começar a história, pode se ouvir uma música, ou mesmo falar um pouco sobre o livro, falar brevemente sobre a vida do autor, para assim começar a história.

Depois de terminar a história converse sobre o livro, incentive os alunos a pensarem sobre os temas abordados na leitura. Também pode se propor uma atividade, como a confecção de um desenho, escrita de um poema, entre outras atividades.

As rodas devem ser agradáveis, e incentivar sempre a leitura, deve ser feita com muita dedicação, pensando nos frutos que essas rodas vão trazer para os futuros leitores.

... Quanta gente, quanto sonho,
quanta história, quanto invento,
quanta arte, quanta vida
há dentro do livro.
(Ricardo Azevedo)

terça-feira, 10 de março de 2015

Reciclagem de envelopes de correspondência

Imagem meramente ilustrativa (Google imagens)

Desde o dia em que transferiam-me para  trabalhar na biblioteca notei que o Departamento de Ensino a Distância recebia inúmeros envelopes com correspondências de alunos. Quase todos os envelopes vinham selados. E, como eu já colecionava selos resolvi unir o útil ao agradável: capitalizar os selos desses envelopes. Para isso, fiz um acordo com o departamento que recebe os envelopes para que não os jogasse fora, mas enviasse para a biblioteca. As colaboradoras que lá trabalham aceitaram de bom grado a proposta. Demorou um pouco para elas incluir na rotina delas o armazenamentos dos envelopes usados, assim como mudar o lado da abertura dos mesmo para não danificar os selos.


Interesso-me por selos comemorativos. Eles são escassos e exigem observação criteriosa. Quem envia o envelope não sabe do meu projeto e nem se preocupa em selecionar os selos. Eles aceitam as sugestões  dos agentes da ECT, que no caso são os mais práticos, selos auto colantes.  Para quem coleciona, esses selos não são muito bem aceitos exceto se for de folha inteira . Só sei que já acumulei mais de 10 anos de selos diferenciados. 

Enquanto fazia a separação dos selos dos envelopes, percebi também que, os envelopes grandes eram confeccionados com papel de boa qualidade. E o lado de dentro permanece integro, isto é, ideal para escrever ou  imprimir. A partir dessa observação passei a selecionar os envelopes brancos e amarelos; depois recortá-los no formato A4. A primeira vez enviei para uma gráfica para cortar no tamanho ideal, mas não deu certo, porque assim como os remetentes não usam critério para selar os envelopes, o profissional da gráfica também não tem critérios convenientes. 

Passei a aproveitar todos os envelopes. Vez por outra aparecia um com cor diferente, e, se desse para escrever, também selecionava. Consegui fazer um estoque razoável. Cheguei a imprimir boletos de pagamento os quais foram bem aceitos pelos cobradores.

Podemos fazer a diferença quando queremos. Mas o apoio dos outros envolvidos é muito importante.


Agora estou estudando o aproveitamento dos envelopes plásticos da ECT e os envelopes estampados com textura reforçada.

quinta-feira, 5 de março de 2015

As tecnologias no serviço de referência em bibliotecas


As bibliotecas vêm passando por grandes mudanças tecnológicas desde a implantação dos sistemas de informatização, o que possibilitou a integração dos serviços, ou seja, cadastrar usuários, realizar empréstimos e devoluções e realizar todo o processamento técnico em um único lugar. Esses sistemas, de início, não eram comercializados, porém, com o passar do tempo, passaram a ser vendidos. Hoje existem alguns sistemas gratuitos, que facilitam a automação de bibliotecas e centro de documentação.

Com a chegada das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) o serviço de referência passou a ter um novo aliado no momento de se realizar as pesquisas, facilitando a vida do usuário que, necessariamente, não precisa mais se deslocar da sua casa para conseguir fazer sua pesquisa. O usuário passa a utilizar os sites de relacionamentos, mensagens instantâneas e até os sites de divulgação da unidade informacional para poder obter os serviços e produtos que a biblioteca poderá oferecer para ele de uma forma digital.

Diante disso, as unidades de informação terão que analisar quais tecnologias no mercado serão mais eficientes para atingir os objetivos quanto a satisfação do usuário buscando, desta forma, a adoção das tecnologias com melhor custo-benefício. Toda unidade de informação deve estar constantemente atenta às tendências do mercado e investir em produtos tecnológicos facilitadores para uma eficaz recuperação da informação e a satisfação do usuário, tudo isso sem abandonar as conquistas já alcançadas.

Verticebooks - SAB - 38 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Natureza Humana: O Bicho Humano

Malleefowl é uma galinha australiana espantosa. Ela nasce de uma chocadeira cavada na areia pelo macho, que fica por perto tomando conta. Quando o pintinho aparece, nem o macho nem a fêmea tomam conhecimento dele, nem vice-versa. Em uma hora suas penas estão secas, ele dá uma corridinha e sai voando para nunca mais voltar. Esse animal notável nasceu com TODOS os softwares e conhecimentos que precisa para viver. Comer, fugir, se acasalar e fazer nova chocadeira. Ele nunca precisou de adultos que lhe ensinassem qualquer coisa. Nem de pai, nem de mãe.
O bicho humano é seu completo oposto. Nenhum mamífero nasce tão dependente de adultos como nós. Nascemos tão prematuros que precisamos de transporte ao seio para mamar, enquanto os outros se mexem até lá. Essa prematuridade faz com que, não apenas nosso convívio e aprendizado com os adultos seja longo (“Filho meu, eu só crio até os 48 anos, depois é com ele”, dizia Tom Jobim), mas também marcado pelo prolongamento das funções de mãe (uma continuação do ventre, dando calor, alimento e proteção), e uma função de pai (atender suas crescentes capacidades, partejar o filho de sua mãe-chocadeira em direção à autonomia).
No melhor dos mundos, as funções de mãe, o atendimento de suas necessidades, iriam diminuindo à medida que capacidades fossem aumentando, apoiadas pela função de pai (se o filho sabe andar, não precisa ser levado no colo; se sabe mastigar, não precisa de mamadeira etc.). O humano em criação (criança) em breve seria capaz de se prover de calor, alimento e proteção, e sair do ninho voando para o mundo.
Na prática as coisas não se passam assim. Imagine-se a complexidade de atender bem esse conjunto de necessidades e capacidades que variam a todo tempo pelo resto da vida, se é que os adultos responsáveis pela criação têm a habilidade de entender uma criatura que, de início, só se comunica pelo choro, ou interesse/paciência para mergulhar no investimento brutal que essa criação demanda. Resultado: gente grande muito, muito atrapalhada. Ora incapaz de autonomia, ora pedindo colo pelo resto da vida (as drogas são colos químicos). Adultos que voam tranqüilos e autônomos? Hum… A regra é a turbulência. Isso quando decolam.
Mas, se nos faltam softwares de Mallefowl, os nossos de APRENDIZADO são assombrosos. O mais precoce deles passa despercebido, mas será tão importante pelo resto da vida que a espécie deveria, em vez se chamar SAPIENS (“que sabe”), ter o nome de HOMO MERCATOR (“que negocia”).
Nossa primeira moeda de troca: o bebê sorri para o adulto que lhe agrada, e o adulto se derrete. Donde, ele aprende a agradar para ser atendido.
Todas as negociações ao longo da vida estão resumidas na primeira. Passamos o tempo todo negociando o que nos interessa em troca do que interessa ao outro, através do altruísmo recíproco, nosso melhor programa: eu faço bem em troca de receber bem.
Nossa espécie pode seguir criança em seu melhor sentido, apegada a brincar, ter curiosidade, e a aprender pelo resto da vida. Gosto disso.
Fonte: http://www.franciscodaudt.com.br/?post_type=post&s=o+bicho+humano