terça-feira, 10 de março de 2015

Reciclagem de envelopes de correspondência

Imagem meramente ilustrativa (Google imagens)

Desde o dia em que transferiam-me para  trabalhar na biblioteca notei que o Departamento de Ensino a Distância recebia inúmeros envelopes com correspondências de alunos. Quase todos os envelopes vinham selados. E, como eu já colecionava selos resolvi unir o útil ao agradável: capitalizar os selos desses envelopes. Para isso, fiz um acordo com o departamento que recebe os envelopes para que não os jogasse fora, mas enviasse para a biblioteca. As colaboradoras que lá trabalham aceitaram de bom grado a proposta. Demorou um pouco para elas incluir na rotina delas o armazenamentos dos envelopes usados, assim como mudar o lado da abertura dos mesmo para não danificar os selos.


Interesso-me por selos comemorativos. Eles são escassos e exigem observação criteriosa. Quem envia o envelope não sabe do meu projeto e nem se preocupa em selecionar os selos. Eles aceitam as sugestões  dos agentes da ECT, que no caso são os mais práticos, selos auto colantes.  Para quem coleciona, esses selos não são muito bem aceitos exceto se for de folha inteira . Só sei que já acumulei mais de 10 anos de selos diferenciados. 

Enquanto fazia a separação dos selos dos envelopes, percebi também que, os envelopes grandes eram confeccionados com papel de boa qualidade. E o lado de dentro permanece integro, isto é, ideal para escrever ou  imprimir. A partir dessa observação passei a selecionar os envelopes brancos e amarelos; depois recortá-los no formato A4. A primeira vez enviei para uma gráfica para cortar no tamanho ideal, mas não deu certo, porque assim como os remetentes não usam critério para selar os envelopes, o profissional da gráfica também não tem critérios convenientes. 

Passei a aproveitar todos os envelopes. Vez por outra aparecia um com cor diferente, e, se desse para escrever, também selecionava. Consegui fazer um estoque razoável. Cheguei a imprimir boletos de pagamento os quais foram bem aceitos pelos cobradores.

Podemos fazer a diferença quando queremos. Mas o apoio dos outros envolvidos é muito importante.


Agora estou estudando o aproveitamento dos envelopes plásticos da ECT e os envelopes estampados com textura reforçada.

quinta-feira, 5 de março de 2015

As tecnologias no serviço de referência em bibliotecas


As bibliotecas vêm passando por grandes mudanças tecnológicas desde a implantação dos sistemas de informatização, o que possibilitou a integração dos serviços, ou seja, cadastrar usuários, realizar empréstimos e devoluções e realizar todo o processamento técnico em um único lugar. Esses sistemas, de início, não eram comercializados, porém, com o passar do tempo, passaram a ser vendidos. Hoje existem alguns sistemas gratuitos, que facilitam a automação de bibliotecas e centro de documentação.

Com a chegada das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) o serviço de referência passou a ter um novo aliado no momento de se realizar as pesquisas, facilitando a vida do usuário que, necessariamente, não precisa mais se deslocar da sua casa para conseguir fazer sua pesquisa. O usuário passa a utilizar os sites de relacionamentos, mensagens instantâneas e até os sites de divulgação da unidade informacional para poder obter os serviços e produtos que a biblioteca poderá oferecer para ele de uma forma digital.

Diante disso, as unidades de informação terão que analisar quais tecnologias no mercado serão mais eficientes para atingir os objetivos quanto a satisfação do usuário buscando, desta forma, a adoção das tecnologias com melhor custo-benefício. Toda unidade de informação deve estar constantemente atenta às tendências do mercado e investir em produtos tecnológicos facilitadores para uma eficaz recuperação da informação e a satisfação do usuário, tudo isso sem abandonar as conquistas já alcançadas.

Verticebooks - SAB - 38 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Natureza Humana: O Bicho Humano

Malleefowl é uma galinha australiana espantosa. Ela nasce de uma chocadeira cavada na areia pelo macho, que fica por perto tomando conta. Quando o pintinho aparece, nem o macho nem a fêmea tomam conhecimento dele, nem vice-versa. Em uma hora suas penas estão secas, ele dá uma corridinha e sai voando para nunca mais voltar. Esse animal notável nasceu com TODOS os softwares e conhecimentos que precisa para viver. Comer, fugir, se acasalar e fazer nova chocadeira. Ele nunca precisou de adultos que lhe ensinassem qualquer coisa. Nem de pai, nem de mãe.
O bicho humano é seu completo oposto. Nenhum mamífero nasce tão dependente de adultos como nós. Nascemos tão prematuros que precisamos de transporte ao seio para mamar, enquanto os outros se mexem até lá. Essa prematuridade faz com que, não apenas nosso convívio e aprendizado com os adultos seja longo (“Filho meu, eu só crio até os 48 anos, depois é com ele”, dizia Tom Jobim), mas também marcado pelo prolongamento das funções de mãe (uma continuação do ventre, dando calor, alimento e proteção), e uma função de pai (atender suas crescentes capacidades, partejar o filho de sua mãe-chocadeira em direção à autonomia).
No melhor dos mundos, as funções de mãe, o atendimento de suas necessidades, iriam diminuindo à medida que capacidades fossem aumentando, apoiadas pela função de pai (se o filho sabe andar, não precisa ser levado no colo; se sabe mastigar, não precisa de mamadeira etc.). O humano em criação (criança) em breve seria capaz de se prover de calor, alimento e proteção, e sair do ninho voando para o mundo.
Na prática as coisas não se passam assim. Imagine-se a complexidade de atender bem esse conjunto de necessidades e capacidades que variam a todo tempo pelo resto da vida, se é que os adultos responsáveis pela criação têm a habilidade de entender uma criatura que, de início, só se comunica pelo choro, ou interesse/paciência para mergulhar no investimento brutal que essa criação demanda. Resultado: gente grande muito, muito atrapalhada. Ora incapaz de autonomia, ora pedindo colo pelo resto da vida (as drogas são colos químicos). Adultos que voam tranqüilos e autônomos? Hum… A regra é a turbulência. Isso quando decolam.
Mas, se nos faltam softwares de Mallefowl, os nossos de APRENDIZADO são assombrosos. O mais precoce deles passa despercebido, mas será tão importante pelo resto da vida que a espécie deveria, em vez se chamar SAPIENS (“que sabe”), ter o nome de HOMO MERCATOR (“que negocia”).
Nossa primeira moeda de troca: o bebê sorri para o adulto que lhe agrada, e o adulto se derrete. Donde, ele aprende a agradar para ser atendido.
Todas as negociações ao longo da vida estão resumidas na primeira. Passamos o tempo todo negociando o que nos interessa em troca do que interessa ao outro, através do altruísmo recíproco, nosso melhor programa: eu faço bem em troca de receber bem.
Nossa espécie pode seguir criança em seu melhor sentido, apegada a brincar, ter curiosidade, e a aprender pelo resto da vida. Gosto disso.
Fonte: http://www.franciscodaudt.com.br/?post_type=post&s=o+bicho+humano

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Doação

O nosso muito obrigado ao ex-aluno Alessandro Arlan Flugel, por doar a Biblioteca O S Boyer mais recente obra - A Epístola de Tiago-Uma proposta de espíritualidade integral - Fonte editorial, 2014.

A diferença entre o texto que você tem em mãos e outros da mesma envergadura e, quiça, norteados pela mesma proposta, repousa na habilidade quete inata que seu autor demonstra em apresentar características peculiares do Pentecostalismo que, indubitavelmente, não aparecem em outros textos. Fruto do seu engajamento militante, os resultados aqui apresentados não soam dissonantes, divorciados da realidade concreta. Pelo contrário, refletem a dinâmica própria da comunidade pentecostal, tal como vivida pelo fiel, seja essa positiva ou negativa. a rigor, ao apresentar a espiritualidade assembleana como desconexa  em relação a integralidade humana, o faz com pleno conhecimento de causa, olhando intra muros, refletindo a partir de dentro. E isso, por si só, é suficiente para laurear como legítimas as propostas, reflexões, indagações, e assertivas espraiadas ao longo do texto. Desta forma, é com absoluta certeza que, ao prefaciar a presente obra, sinalizo ao leitor que a tenha como uma excelente e oportuna contribuição no empolgante estudo do pentecostalismo brasileiro e, especificamente, na compreensão da dinâmica vivencial da Assembleia de Deus, a maior denominação pentecostal do Brasil e uma das maiores do mundo.

Prof. Roberto dos Reis

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Biblioteca e eleições







Por Cátia Cristina Souza

Com o fim da Copa do Mundo de Futebol, a grande vedete dos noticiários brasileiros passará a ser as eleições de Outubro no Brasil onde serão disputados os cargos de presidente, governador, senador, deputados estadual e federal. A biblioteca, mais uma vez, terá a oportunidade de ofertar a seus usuários um “maná” de conteúdo informativo.

O primeiro registro de eleição no Brasil data de 1532, ela ocorreu na vila de São Vicente, sede da capitania de mesmo nome, e foi convocada por seu donatário, Martim Afonso de Souza, visando escolher o conselho administrativo da vila. Durante todo o período colonial, as eleições no Brasil tiveram caráter local ou municipal seguindo a tradição ibérica, eram votantes os chamados “homens bons”, expressão utilizada para definir pessoas qualificadas pela linhagem familiar, renda, propriedade e participação na burocracia civil e militar da época. Do período colonial até os dias de hoje tivemos muitos avanços em relação ao processo eleitoral brasileiro, atualmente, após 482 anos de registro da primeira eleição brasileira o país novamente, se vê diante da oportunidade de escolher seus representantes por meio do voto. Diante desse contexto, a biblioteca de forma neutra pode exercer seu papel social na formação de cidadãos conscientes da importância de seu voto para seu futuro e do país.

A história de vida de cada pessoa interfere na relação de cada sujeito no desejo de acessar, buscar, utilizar e apropriar-se de novas informações. Os bibliotecários, enquanto mediadores de informação podem gerar atividades que permitam a seus usuários compreenderem a lógica de organização e disputa de uma eleição, isso pode ser feito através de dispositivos que auxiliam e favorecem a pesquisa, com o próprio acervo que representa o conhecimento humano registrado e por meio dos espaços de comunicação na web. Temos o privilégio, de viver numa época onde o conhecimento humano é registrado, inclusive, a história das eleições e o contexto da disputa eleitoral de 2014. A informação será insumo essencial para a tomada de decisão do eleitor, mas é necessário não esquecer que o mais importante não é a quantidade de informação que a biblioteca irá disponibilizar, e sim a sua qualidade. Esta qualidade significa informações íntegras, atualizadas e precisas. A política do país interfere diretamente na história de cada cidadão, com base nesse dogma o bibliotecário deve estar consciente deste fazer, consciente de que é um agente de mudanças.

Fonte: Informativo Vértice Books Ano 4 - Nº 27

domingo, 15 de junho de 2014

‘Congestionamento’ explica esquecimento das ‘ponta da língua’

NEUROLOGIA



Acúmulo nas redes de comunicação cerebrais provoca tropeços na hora de falar

Nova York – Pesquisador holandês investigou os processos neurológicos que ocorrem quando uma palavra conhecida, o esquecimento da ‘ponta da língua’. Willem Levelt, diretor do instituto Max Planck de Psicolinguística em Mijmegen, Holanda, descobriu que os tropeços verbais resultam do ‘congestionamento’ nas redes cerebrais.

Levelt baseou o estudo na teoria de que o cérebro humano contém nódulos distintos para processar o pensamento em linguagem. A anatomia exata desses nódulos não é conhecida, mas sua existência pode ser demonstrada experimentalmente. Segundo o cientista, eles são redes de neurônios interconectadas, que têm tempo determinado para cada tarefa.

O pesquisador dividiu os três nódulos em léxico, lema e lexema. Essencialmente, o nódulo léxico  lida com pensamentos, o lema com a sintaxe e o lexema administra os sons. Ao falar, o primeiro nódulo a ser ativado é o léxico. Uma vez que uma mensagem é pensada, é preciso captirá-la num conceito léxico. “Para fazer isso, mergulhamos em nosso vocabulário armazenado – milhares de palavras decodificadas em neurônios.” Segundo o cientista, as pessoas podem produzir duas ou três palavras por segundo contendo de 10 a 15 sons ou sílabas.

Palavras isoladas e conceitos são armazenados em grande redes interativas, os nódulos, espalhadas pelo cérebro  de modo diferente em cada pessoa. Quando o nódulo léxico para uma palavra como lhama, por exemplo, é ativado, outros nódulos para palavras semelhantes também o são. Isso inclui bichos parecidos à lhama, como carneiros e cabras. “Nesse ponto, ainda não se tem a apalavra lhama, mas foi ativada uma ampla rede de informação”, explicou Levelt.

O estágio seguinte é processar o segundo nódulo, a rede lema. Nessa fase, o cérebro seleciona gênero, verbo e processos gramaticais. A última etapara é tornar um conceito léxico numa palavra falada. “Acessar o lexema é mais difícil do que se pensa”, disse Levelt. A mente tem de encontrar o som correto e relacioná-lo à sintaxe.

É nesse ponto que tudo pode falhar. O motivo pelo qual a palavra que está “na ponta da língua” não é formada é, segundo Levelt, provavelmente porque o nódulo léxico não é suficientemente ativado para que se dê a segunda fase do processo, onde estão armazenadas as sílabas. Os congestionamentos nas redes impedem que isso ocorra imediatamente, daí a dificuldade em achar a palavra certa, naquele momento.


Estadão, 27/09/1995